quarta-feira, novembro 4, 2026

Esquema de consultas fantasma teria causado prejuízo de mais de R$ 4 milhões em Nioaque

Date:

Share

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deflagrou, nesta quinta-feira (13), a segunda fase da Operação “Auditus”, que investiga um esquema de fraudes envolvendo serviços médicos contratados pela Prefeitura de Nioaque, a cerca de 180 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o MPMS, 83% dos exames e consultas pagos pelo município entre 2022 e 2025 teriam sido simulados pelo grupo criminoso, gerando um prejuízo estimado em mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos.

A operação é realizada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) e pela 1ª Promotoria de Justiça de Nioaque. Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna.

De acordo com o MPMS, a investigação começou com suspeitas de fraudes em licitações para a contratação de uma empresa responsável pela prestação de serviços de especialidades médicas, incluindo consultas, exames e procedimentos.

Após a análise do material apreendido na primeira fase da operação, realizada em julho de 2025, e de novas diligências, os investigadores identificaram um esquema estruturado para direcionar contratações, registrar serviços médicos que não teriam sido realizados e desviar dinheiro público.

Ainda conforme a investigação, o esquema contava com a participação de agentes públicos e privados e envolvia o pagamento sistemático de vantagens indevidas.

Gasto com exames disparou 1.713%

Um dos dados que chamaram a atenção dos investigadores foi o aumento de 1.713% nos gastos com os serviços médicos durante o período em que as contratações sob suspeita ocorreram, entre 2022 e 2025.

Além das fraudes já identificadas, os elementos reunidos durante a investigação indicam que o grupo estaria tentando expandir o esquema para outros municípios de Mato Grosso do Sul.

Exames auditivos deram nome à operação

O nome “Auditus” vem do latim e significa “audição”. Segundo o MPMS, a escolha faz referência ao início do esquema, quando exames auditivos teriam sido simulados como uma das formas utilizadas para desviar recursos públicos.

A segunda fase da operação busca aprofundar as investigações, reunir novas provas e identificar todos os envolvidos no esquema.

Share
Barra Redes Sociais
87,880FansLike

Artigos relacionados

Problemas da Energisa de MS podem ir ao Congresso em audiência pública

Os problemas na prestação de serviços da Energisa em Mato Grosso do Sul podem ser debatidos no Congresso...

Problemas da Energisa de MS podem ir ao Congresso em audiência pública

Os problemas na prestação de serviços da Energisa em Mato Grosso do Sul podem ser debatidos no Congresso...

Petróleo Brent cai abaixo de US$ 100 com expectativa de fim da guerra

O preço do petróleo tipo Brent, referência internacional, registrou forte queda nesta quarta-feira (4/11), após investidores considerarem a...

Secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury receberá título de Cidadão Honorário de Brasília

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Rabelo Patury, receberá o Título de Cidadão Honorário de...