O preço do petróleo tipo Brent, referência internacional, registrou forte queda nesta quarta-feira (4/11), após investidores considerarem a possibilidade de um encerramento mais rápido do conflito entre Estados Unidos e Irã. Durante o pregão, o barril chegou a recuar 9,5%, sendo negociado a US$ 94. Mais cedo, por volta das 13h, a desvalorização era de 4,5%, com a cotação em US$ 98,91, abaixo da marca de US$ 100 pela primeira vez desde setembro.
A movimentação foi influenciada por declarações de autoridades americanas sobre o conflito. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, prometeu trabalhar para encerrar a guerra e afirmou que poderia contar com o apoio de alguns republicanos. O presidente Donald Trump também minimizou a possibilidade de novos ataques contra o Irã, após o avanço dos democratas nas eleições de meio de mandato.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, relacionou diretamente as perdas eleitorais dos republicanos à guerra no exterior. Com a oposição em posição mais favorável no Congresso, o governo Trump poderá enfrentar dificuldades para manter o financiamento do conflito e aprovar indicações para cargos públicos. Para o economista-chefe da Rystad Energy, Claudio Galimberti, o novo cenário aumenta a pressão institucional por um acordo envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
Além das perspectivas diplomáticas, a retomada das exportações de petróleo bruto do Golfo também contribuiu para pressionar as cotações. Indicadores do mercado físico do Oriente Médio apontam que a oferta de curto prazo superou a demanda pela primeira vez desde julho. Os preços de cargas de petróleo do Mar do Norte também recuaram, reforçando o movimento de queda no mercado internacional.

