Governador Eduardo Riedel (PP) comentou, na manhã desta sexta-feira (14), sobre os impactos do tarifaço dos EUA aos produtos brasileiros, vigente desde 24 de julho deste ano. O gestor avaliou que a sobretaxa não foi tão grande e que o anunciado pela China e a suspensão das compras da União Europeia preocupam mais.
O gestor de MS participou do ''Café & Política'' em uma padaria no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. Ao lado de aliados e candidatos, Eduardo lamentou profundamente que a discussão sobre a tarifa extra americana tenha sido politizada.
''Foi politizada pelo Trump [presidente dos EUA] … ele tem essa linha, do enfrentamento político e é ano de eleições no Brasil'', desabafou o governador de MS. Sobre a negociação para a redução ou fim da tarifa extra, o gestor avalia que deva haver atuação diplomática e que o Brasil tem bons quadros nessa área.
''Tem que entrar com diplomacia com foco na negociação comercial. Estamos em meio a um tiroteio entre ocidente e oriente com China de um lado e Estados Unidos do outro. Temos de negociar com todos'', raciocinou.
Sobre a União Europeia, o bloco retirou o Brasil do rol de vendedores que cumprem regras contra uso maciço de antimicrobianos. As autoridades sanitárias daquele bloco consideram que a verificação brasileira não é suficiente nesse sentido estrito. Por isso, a partir de 3 de setembro, a UE vai suspender as compras de carne bovina brasileira.
China
O país asiático anunciou que, em breve, deverá adotar tarifa de 55% sobre a carne brasileira, para fins de proteção do mercado interno. Riedel igualmente lamentou a situação e disse que o Brasil exporta cerca de 45% de carne bovina para esse mercado.
''Vai ser um problema'', estimou Riedel.
Na sequência, o progressista disse que o papel de MS e do Brasil é mostrar a capacidade de entrega que MS tem. Sobre o potencial do Estado, Riedel citou um trocadilho comparando o estado com os ''Tigres Asiáticos'', onde MS seria o ''Puma Tropical''.
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