A Estação de Tratamento de Água (ETA) de Acorizal (MT) foi alvo de uma operação conjunta de fiscalização pela Vigilância Sanitária Estadual e pelo Procon de Mato Grosso, realizada na manhã dessa terça-feira (18), após uma denúncia de que a concessionária responsável pelo tratamento e fornecimento de água estaria utilizando cal hidratada, que é destinada à construção civil, no processo de tratamento da água potável fornecida aos moradores da cidade.
A ação foi desencadeada por requisição da 6ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá. Durante a fiscalização, a equipe da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e os fiscais da Vigilância Sanitária e do Procon encontraram diversos sacos de cal hidratada, com indícios de que estariam sendo utilizados para tratar a água na estação.
Questionados, funcionários do local afirmaram que o produto, aparentemente adquirido em uma loja de materiais de construção do próprio município, é utilizado no tratamento da água distribuída à população. Porém, alegaram que, no dia da fiscalização, a cal hidratada não havia sido utilizada, pois a água estava com boa qualidade.
Os fiscais da Vigilância Sanitária Estadual analisaram os dados técnicos constantes na embalagem do produto e entraram em contato com o fabricante, localizado em Nobres. A empresa informou aos policiais e fiscais que não produz nem comercializa cal própria para utilização no tratamento de água destinada ao consumo humano, e que o material encontrado é destinado à construção civil.
Diante da constatação da utilização de produto inadequado, a Vigilância Sanitária Estadual interditou todo o material encontrado na estação de tratamento, enquanto a Polícia Civil apreendeu uma unidade do produto para encaminhamento à perícia. A direção da concessionária foi notificada de que o produto não poderia continuar sendo utilizado no tratamento da água.
A Polícia Civil irá instaurar inquérito policial para apurar a suspeita de que a empresa estaria utilizando a cal hidratada e fornecendo produto impróprio para o consumo humano para a população e, se confirmado, a responsabilidade dos gestores da concessionária de água e esgoto de Acorizal.
O Primeira Página procurou a Prefeitura de Acorizal para se posicionar sobre o caso. O espaço segue aberto.

