sábado, setembro 12, 2026

Viciado em celular? 5 sinais que parecem inofensivos, mas acendem alerta

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No Brasil, quase 90% da população com 10 anos ou mais possui um smartphone, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o país lidera os índices de tempo de conexão: os brasileiros passam, em média, 9 horas e 13 minutos por dia conectados, superando em muito a média global de 6h40, segundo a Comparitech.

A hiperconexão, claro, cobra seu preço. Uma ampla meta-análise publicada na Frontiers in Psychiatry revelou que cada hora extra em frente à tela reduz o tempo de sono em até cinco minutos, atrasa a hora de ir para a cama em 13 minutos e aumenta em 25% o risco de noites mal dormidas.

Diante desse cenário, especialistas dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru apontam cinco atitudes diárias que indicam perda de controle sobre a tecnologia:

  • Incapacidade de focar em uma única atividade: não conseguir assistir a um filme sem pegar o celular revela o vício em estímulos múltiplos. O neurologista Matheus Gomes alerta que essa troca constante de atenção degrada o desempenho do cérebro ao retornar à tarefa principal.
  • Checar a tela por impulso: desbloquear o aparelho sem nenhuma notificação indica perda de autonomia. O psicólogo Pedro Rujano ressalta que o alerta vermelho acende quando usar o celular deixa de ser uma escolha consciente e passa a ser uma válvula de escape para ansiedade, tédio ou solidão.
  • Preenchimento obrigatório do tédio: recorrer ao smartphone em filas ou elevadores elimina o ócio criativo e prejudica a convivência. Interromper conversas presenciais para olhar notificações passa a mensagem de que o mundo virtual é mais importante do que quem está ao seu lado.
  • Trocar de tela para “descansar”: migrar do computador de trabalho para as redes sociais no celular não traz repouso mental. O cérebro continua sob estímulo contínuo, o que pode gerar fadiga mental, dores de cabeça e insônia devido à luz azul.
  • Dores físicas frequentes: dores no pescoço, ombros e formigamento nos braços são sinais claros de sobrecarga. O ortopedista Eduardo Novak explica que inclinar a cabeça em 60 graus para olhar o celular aumenta o peso sobre a coluna cervical de 5 kg para até 30 kg, sobrecarregando músculos e nervos.

A solução não é banir a tecnologia, mas redefinir limites. Médicos recomendam pausas de 3 minutos a cada 45 minutos de trabalho e descansos mais longos a cada duas horas. Para a rotina pessoal, desativar notificações, manter o aparelho fora do quarto e criar momentos livres de telas (como nas refeições) ajuda a retomar a presença no mundo real.

FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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