Adilma Pereira Carneiro, 50, foi apontada como mentora do crime. Em um Tribunal do Júri de 12 horas em junho, o Tribunal de Assize de Busto Arsizio a considerou culpada pela morte do italiano Fabio Ravasio, que foi atingido por um carro enquanto andava de bicicleta na província de Milão.
Na época, o atropelamento parecia ter sido um acidente de trânsito. No entanto, segundo o Ministério Público, a acusada orquestrou o homicídio durante meses por motivos econômicos, com o objetivo de ficar com o patrimônio do namorado.
Outras sete pessoas foram condenadas por envolvimento no crime. Foram sentenciados à prisão perpétua Marcello Trifone e Fabio Lavezzo. Já Massimo Ferretti recebeu 24 anos de prisão; Igor Benedito, 23 anos; Mohammed Dhaibi, 22; Mirko Piazza, 14 anos e quatro meses; e Fabio Oliva, 14 anos. A mulher contou com amigos, familiares e amantes para executar o plano.
Durante o processo, a brasileira negou todas as acusações e, momentos antes da sentença, continuou dizendo que “não tinha motivos para matar Fábio”. Adilma também tentou culpar o ex-marido Massimo Ferreti, que também foi condenado. Ela alegou que descobriu que ele procurava alguém para matar Ravasio.
Advogados da família da vítima celebraram a decisão. “Estamos satisfeitos com a sentença, acreditamos que ela foi justa. A sentença refletiu o andamento do julgamento e estamos satisfeitos que todos os oito réus tenham sido considerados culpados”, disseram Francesco Arnone e Vincenzo Montalbano.
Após a morte de Ravasio, a Justiça italiana reabriu a investigação sobre o falecimento de um ex-marido da brasileira, Michele Della Malva, em dezembro de 2011. Para os promotores, a morte, inicialmente atribuída a um infarto, pode ter sido provocada por envenenamento a mando de Adilma. Na imprensa local, ela ganhou o apelido de “louva-a-deus de Parabiago”, em referência ao inseto cujas fêmeas matam os machos após o acasalamento.
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