sábado, setembro 12, 2026

Vereadores denunciam falta de especialistas para atender crianças autistas em Campo Grande

Date:

Share

A falta de médicos para atendimento em saúde mental e profissionais de apoio para crianças com autismo tem sido um problema para familiares de crianças atípicas, que dependem da rede pública para atendimento, para conseguir diagnósticos, laudos e acompanhamento. O caso foi denunciado pelo vereador Maicon Nogueira (PP), durante sessão da Câmara Municipal realizada nesta terça-feira (8), em Campo Grande.

As críticas ocorreram durante a discussão dos vetos à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Nogueira questionou a ausência de previsão para ampliar a contratação de psicólogos e médicos psiquiatras no município.

“Se a gente não vai conseguir priorizar a contratação de psicólogo e médico psiquiatra, é um sinal para essas mães de que isso não é importante”, afirmou.

Segundo o vereador, mães precisam percorrer unidades de saúde em busca de atendimento e de documentos necessários para garantir o acesso dos filhos a direitos e tratamentos.

“Outras coisas talvez sejam importantes, mas criança com autismo não está sendo importante em Campo Grande”, disse.

Além da saúde, o parlamentar criticou a situação da educação inclusiva. Segundo ele, a falta de Assistentes de Educação Inclusiva (AEIs) estaria fazendo com que mães fossem chamadas pelas escolas para buscar os filhos durante o horário de aula.

“Hoje o município não tem assistente de educação inclusiva. Liga para a mãe, 9 horas da manhã hoje não tem professor, vem buscar o teu filho”, relatou.

O vereador também cobrou que o município adote medidas para garantir o transporte dessas famílias diante dos problemas enfrentados nas escolas.

As reclamações citadas na Câmara estão sendo publicadas com frequência pelo TopMídiaNews ao longo deste ano.

Em março, uma mãe denunciou que três crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) estavam sem assistente pedagógico em uma escola municipal de Campo Grande. Segundo a família, a ausência do profissional impedia os alunos de acompanhar normalmente as atividades.

No mesmo período, outra família relatou a falta de professor de apoio para uma criança autista de 7 anos, diagnosticada com TEA nível 3 e não verbal. A avó afirmou que a escola havia comunicado o problema à Secretaria Municipal de Educação, mas não havia solução até então.

Em junho, o TopMídiaNews também noticiou o caso de um menino de 9 anos, com autismo nível 2 de suporte, que sofreu uma fratura exposta no polegar após prender o dedo em uma porta da escola. A família afirmou que ele tinha laudo médico e necessitava de acompanhamento especializado, mas ainda aguardava um profissional de apoio.

Na Câmara, Maicon Nogueira afirmou que a falta de profissionais não pode ser tratada apenas como uma questão administrativa e cobrou que a Prefeitura priorize recursos para saúde mental e educação inclusiva.

FONTE: TOP MIDIA NEWS

Share
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
78,200FansLike

Artigos relacionados

Comerciantes temem 'nova Ernesto Geisel' com prejuízos e falências durante obras na Euler de Azevedo

O cruzamento das avenidas Tamandaré e Euler de Azevedo sempre foi problemático, seja por ser ponto frequente de...

Trabalhador morre durante rodeio em Rondonópolis e evento é suspenso

Fábio Oliveira Carvalho, de 40 anos, morreu durante um evento de rodeio realizado às margens da...

Ladrão aproveita falta de energia para furtar lojas no Centro de Campo Grande (vídeo)

Um homem de 28 anos foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (11) após arrombar uma loja...

Após operação por desvio de R$ 4,9 milhões, advogado pede intervenção judicial na Santa Casa

Horas após a deflagração da Operação Antidotum, que investiga suspeitas de fraude e desvio de dinheiro na Santa...