domingo, novembro 1, 2026

Presidente e parte da diretoria da Santa Casa foi presa em operação contra corrupção no hospital

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A presidente da Santa Casa , Alir Terra Lima, foi presa na manhã desta sexta-feira (11), no âmbito da investigação Antiditm, deflagrada pelo Gaeco,em Campo Grande. Além dela,  outros diretores da instituição igualmente foram encarcerados.

Entre os presos estão Alessandro Dias Junqueira, diretor administrativo da Santa casa; Rinaldo Rmano, diretor administrativo financeiro do hospital; Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, diretor de Finanças adjunto; Monique Gregório, supervisora de Prontuário e Estatística da Santa casa e Maurício Aparecido Benites, que é empresário

O Gaeco cumpriu seis mandados de prisão e mais de 30 de busca e apreensão em Campo Grande e no estado Goiás todos foram levados para a Depca Cepol e depois encaminhados para o sistema prisional. 

Operação 

Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

O contrato investigado previa o pagamento de R$ 1,8 milhão por ano para a digitalização dos prontuários da Santa Casa. Com duração de três anos, o acordo poderia chegar a R$ 5,4 milhões.

Conforme o MPMS, no primeiro ano de execução foram identificados pagamentos elevados sem que os serviços contratados fossem efetivamente prestados. O prejuízo estimado nessa frente da investigação chega a R$ 1,4 milhão.

As apurações também avançaram sobre contratos firmados pela Operadora Santa Casa Saúde, empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, com outras empresas do mesmo grupo econômico.

Segundo o Ministério Público, essas empresas tinham como proprietário uma pessoa ligada à diretoria da Santa Casa e estavam registradas no mesmo endereço, que, na prática, estaria desocupado.

Somente em 2025, aproximadamente R$ 9,6 milhões foram pagos pela operadora a essas empresas, segundo a investigação. O MPMS aponta que os contratos teriam provocado um prejuízo de pelo menos R$ 3,5 milhões.

Os dois casos já identificados somam mais de R$ 4,9 milhões em prejuízos à Santa Casa. O valor, porém, ainda pode aumentar, já que a investigação continua.

O MPMS também afirma que contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente omitidos de órgãos de controle, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

FONTE: TOP MIDIA NEWS

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