A liberação de alvarás e licenças para novos empreendimentos em Campo Grande foi alvo de cobranças durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (14), na Câmara Municipal. O debate levantou preocupações sobre impactos no trânsito, alagamentos, drenagem e preservação ambiental, especialmente em grandes obras.
Conforme divulgação do Legislativo, a proposta pelo vereador Maicon Nogueira (PP) e a audiência também discutiu possíveis diferenças nos prazos e critérios para concessão de licenças pela Prefeitura. O parlamentar defendeu mais rigor na fiscalização e questionou por que alguns empreendimentos conseguem autorizações rapidamente enquanto outros enfrentam meses ou anos de espera.
''Ou a gente cresce de maneira ordenada, ou não adianta só colocar uma pressão em cima da outra, o nosso trânsito não aguenta, o nosso asfalto não aguenta'', afirmou Maicon.
Moradores da região de um condomínio de alto padrão na saída para Três Lagoas relataram alagamentos e preocupação com a retirada de vegetação e a supressão de nascentes para abertura de acesso ao empreendimento. O caso já é alvo de ação civil pública do Ministério Público.
Representantes dos bairros Jardim Panorama, Damha IV e Maria Aparecida Pedrossian também alertaram para os possíveis impactos da obra sobre 11 bairros da região, principalmente em relação ao escoamento das águas das chuvas e à mobilidade.
O vereador Jean Ferreira, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Clima, criticou intervenções em áreas de nascentes e defendeu maior rigor na concessão de alvarás. Já o defensor público Danilo Campos apontou a necessidade de aprimorar os estudos de impacto e garantir que moradores tenham acesso a informações técnicas para questionar projetos.
A Agetran afirmou que os empreendimentos passam por estudos para avaliar os impactos no trânsito e que as aprovações seguem a legislação municipal. No caso do Condomínio Taj, a agência informou que estudos apontaram a Rua Marinês Souza Gomes como alternativa de acesso com menor impacto.
O vereador Ronilço Guerreiro também defendeu o desenvolvimento da cidade, mas cobrou equilíbrio entre expansão urbana, mobilidade e preservação ambiental.
A discussão deixa uma cobrança direta à Prefeitura: liberar novos empreendimentos sem medir corretamente os impactos pode significar jogar a conta do crescimento urbano no colo dos moradores.
FONTE: TOP MIDIA NEWS

