segunda-feira, setembro 14, 2026

Brasileiro e 2 paraguaios seriam vítimas de avião que caiu em MT; DNA vai confirmar identidades

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Um brasileiro e dois paraguaios seriam as vítimas do acidente aéreo envolvendo um avião de pequeno porte que caiu e pegou fogo na quinta-feira (10), na Fazenda Santa Rita, área rural de Água Boa (MT). Os corpos foram encontrados carbonizados.

Segundo o gerente da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Água Boa, Paulo Barbosa, os exames ainda não foram totalmente concluídos pela perícia. No entanto, ele informa que o órgão já está em contato com os parentes das possíveis vítimas, que teriam sido indicadas pela Polícia Civil.

“Dando continuidade nos procedimentos da perícia oficial para identificação dessas vítimas do acidente aéreo, a Polícia Judiciária Civil conseguiu apresentar os possíveis nomes dos integrantes dessa aeronave. Trata-se de um brasileiro e dois paraguaios. Também foi indicado o contato desses familiares. Nós já começamos a conversa com eles”, cita.

Conforme Paulo Barbosa, os familiares dos estrangeiros moram no Paraguai e por questões de logística, os corpos foram encaminhados para a diretoria metropolitana da Politec em Cuiabá. “Já está sendo feito um alinhamento para coleta desse material referência para que possa ser feito o confronto para identificar essas vítimas”, acrescenta.

Veja vídeo do perito:

O acidente

Três pessoas morreram após um avião de pequeno porte cair e pegar fogo na quinta-feira (10), em uma área rural de Água Boa (MT). O acidente ocorreu na Fazenda Santa Rita, na região da Pedreira Shalon. O bimotor caiu em uma região de mata e foi consumido pelo fogo.

Segundo os bombeiros, aproximadamente 4 mil litros de água foram utilizados até que o fogo fosse completamente extinto. Depois que as chamas foram controladas e o local considerado seguro, os militares se aproximaram dos destroços e encontraram três corpos no interior da aeronave.

Conforme o relato inicial dos bombeiros, as vítimas aparentavam ser do sexo masculino. As vítimas não foram identificadas devido ao estado de carbonização dos corpos.

Avião havia sido comprado há cerca de quatro meses

A aeronave foi identificada pelo Corpo de Bombeiros como um Cessna, de prefixo N401NA. A origem, o destino e as condições em que o avião decolou estão entre os pontos investigados pela Polícia Civil.

Antes da viagem, segundo levantamentos da Polícia Civil, a aeronave permanecia em um hangar e estaria sem condições de voo. As primeiras diligências apontam que a aeronave havia sido adquirida por um novo proprietário aproximadamente quatro meses antes do acidente.

Segundo a Polícia Civil, o avião não possuía registro perante as autoridades de aviação brasileiras. A situação documental, no entanto, ainda está sendo investigada. A polícia também informou que, até o momento, não encontrou um plano de voo válido relacionado ao deslocamento feito no dia da queda.

Ainda não foi esclarecido por quanto tempo o avião permaneceu nessa situação, quais intervenções teriam sido realizadas antes da decolagem nem em quais condições a aeronave deixou o aeródromo.

Avião já foi apreendido em GO com droga transportada por gêmeos espanhóis

A aeronave de prefixo N401NA é a mesma que foi apreendida em Goiânia, em dezembro de 2017, após a Polícia Federal encontrar inicialmente 67 kg de cocaína escondidos no assoalho. Na ocasião, dois irmãos gêmeos espanhóis foram presos.

Documentos da Justiça Federal referentes ao caso de tráfico também identificam a aeronave pelo mesmo modelo e prefixo. O histórico da aeronave remonta a dezembro de 2017, quando o avião estava em um hangar de um aeródromo às margens da GO-070, em Goiânia.

Cocaína foi encontrada escondida no assoalho do avião apreendido em Goiânia, em 2017. - Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Na época, a Polícia Federal chegou ao local após receber informações sobre uma aeronave considerada suspeita. Durante o monitoramento do hangar, dois estrangeiros chegaram ao local e entraram onde estava o avião.

Os homens eram irmãos gêmeos espanhóis, José Luis Rivera Diaz e Juan Carlos Rivera Diaz, então com 57 anos. Durante a abordagem, os policiais encontraram um compartimento aberto no assoalho da aeronave. Inicialmente, foram localizados 67 kg de cocaína escondidos no avião.

Posteriormente, conforme documentos do processo na Justiça Federal, mais entorpecentes foram encontrados escondidos nas asas. O volume total apreendido chegou a 98,8 kg de cocaína.

FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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