O candidato a deputado estadual Marcio Fernandes (PL) afirmou que os R$ 100 mil apreendidos pela PF (Polícia Federal) têm origem na venda de gado. O comitê dele foi alvo de batida da Operação Jogo Limpo nesta sexta-feira (25), em Campo Grande.
Segundo informações da Polícia Federal, as equipes cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado para apurar suspeitas de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral.
O inquérito policial analisa se movimentações financeiras estariam vinculadas ao financiamento irregular de campanha e ao aliciamento de eleitores na campanha de 2026. A quantia recolhida em espécie será contabilizada pelos agentes para verificar a destinação e a procedência exata dos valores.
Em publicação nas redes sociais, Fernandes apresentou sua versão aos eleitores e descreveu o momento da abordagem policial, que teria ocorrido logo após deixar uma agência bancária.
“Eu recebi um mandado de busca e apreensão por suspeita eleitoral de compra de votos e eu estava no banco às 11 horas, praticamente 11 horas da manhã, saindo do banco, feito um saque de R$ 100 mil, provisionado na semana passada, feito hoje, R$ 100 mil da minha conta pessoal, quando na porta do banco eu fui abordado pelo agente da polícia eleitoral, pedindo para que eu acompanhasse ele tanto no comitê quanto na minha residência”, declarou.
O candidato relatou que os policiais vasculharam os imóveis e apreenderam seu aparelho telefônico para perícia. “Foram feitas várias vistorias dentro do apartamento, dentro do comitê, nada encontrado, zero, não tinha coisa ilegal, não tinha dinheiro, não tinha arma, não tinha absolutamente nada. A única coisa que foi apreendido foi o meu celular para uma investigação”, pontuou.
Ao detalhar a origem dos recursos, o político sustentou que o saque visava cobrir despesas operacionais em propriedades rurais. “Os R$ 100 mil que eu estava sacando da minha conta pessoal de uma venda de gado que eu fiz na segunda-feira, que é para uso pessoal meu e nas propriedades rurais que eu utilizo dinheiro, porque muitos prestadores de serviço, quem lida com o campo sabe disso, não mexe com o PIX, não mexe com conta bancária. Prestador de serviço, fazedor de cerca, de mangueiro preferem receber dinheiro. Eu tenho o costume de usar R$ 50 mil, R$ 100 mil”, explicou.
Com histórico de cinco mandatos legislativos e 20 anos de vida pública, o parlamentar afirmou estar tranquilo em relação às investigações e atribuiu a denúncia a disputas internas de campanha no PL (Partido Liberal). “Isso parece muito mais fogo amigo, porque tem pesquisa já indicando que nós estamos liderando a coligação do PL para deputado estadual”, finalizou.
Your browser does not support HTML5 video.

