Republicanos tentam preservar maiorias estreitas na Câmara e no Senado; democratas buscam conquistar espaço na votação de meio de mandato.
Os norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher representantes do Congresso e autoridades estaduais. As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, são consideradas um teste político para o presidente Donald Trump e podem redefinir a capacidade de seu governo de avançar propostas nos próximos dois anos.
A disputa inclui todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Também estão em jogo os governos de 36 estados. Mais de 50 milhões de eleitores já haviam votado antecipadamente, segundo dados divulgados antes da abertura das urnas.
Os republicanos chegam à votação com maiorias apertadas nas duas Casas: 218 a 214 na Câmara e 53 a 47 no Senado. Projeções citadas pela imprensa norte-americana apontam os democratas como favoritos para conquistar a Câmara, enquanto a disputa pelo Senado é considerada mais incerta.
Resultado pode mudar a condução do governo
As eleições de meio de mandato costumam ser interpretadas como uma avaliação do presidente em exercício. Caso os democratas conquistem uma ou ambas as Casas, poderão ampliar o poder de fiscalização sobre o Executivo e dificultar a aprovação de projetos defendidos por Trump.
A manutenção do controle republicano, por outro lado, permitiria ao presidente seguir contando com maior apoio parlamentar para sua agenda. Trump não concorre nesta eleição: seu mandato termina em janeiro de 2029.
A apuração é realizada estado a estado, e não por uma autoridade eleitoral nacional única. Os primeiros resultados devem surgir após o fechamento das urnas, mas a definição das maiorias pode levar mais tempo, especialmente por causa da contagem de votos enviados pelo correio.
Os parlamentares eleitos assumem os cargos em janeiro de 2027. Até lá, o atual Congresso permanece e

