terça-feira, novembro 3, 2026

Bióloga alerta para riscos ambientais após naufrágio de barcaça com toneladas de minério no Pantanal

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A bióloga Luciana Leite alertou para os possíveis impactos ambientais do afundamento de uma barcaça carregada com cerca de mil toneladas de minério de ferro no Rio Paraguai, em Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela cobrou análises da composição da carga e maior fiscalização dos órgãos ambientais para identificar os riscos da ocorrência.

A embarcação afundou no sábado (31), durante uma operação no Porto Gregório Curvo, na região de Porto Esperança. O acidente provocou uma mancha avermelhada na água, que desapareceu horas depois. Apesar disso, os possíveis impactos sobre o rio ainda são investigados.

Segundo Luciana, mesmo que o minério de ferro seja considerado predominantemente inerte, é necessário conhecer a composição exata do material que afundou. Ela aponta que, dependendo das características da carga, podem existir elementos associados potencialmente tóxicos, como alumínio, arsênio, mercúrio e chumbo.

A bióloga também chama atenção para possíveis alterações na qualidade da água e nos ecossistemas aquáticos. Entre os riscos estão o aumento da turbidez, a suspensão de partículas que podem afetar as brânquias dos peixes e a deposição de material no fundo do rio, com possíveis prejuízos aos organismos que vivem no leito.

"Não temos como dimensionar os riscos ambientais sem saber exatamente o que afundou", argumentou. Ela defendeu que órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e a Marinha exijam da empresa uma amostra representativa do lote transportado para análise da composição mineralógica.

Órgãos ambientais monitoram o Rio Paraguai

O Ibama e o Imasul acompanham a ocorrência e realizam análises para verificar possíveis alterações na qualidade da água. De acordo com o Ibama, a presença de minério na água não significa necessariamente contaminação. No entanto, dependendo da composição do material e das condições ambientais, pode haver liberação de metais.

O órgão também alerta que partículas depositadas no fundo do rio podem afetar peixes, ovos, larvas e organismos que vivem no leito. Entre os procedimentos previstos estão análises de transparência da água, concentração de partículas, níveis de oxigênio e presença de metais. Também será verificada a possibilidade de vazamento de combustível ou óleo da embarcação.

Em nota, o Imasul informou que acompanha o caso desde que foi comunicado pela empresa. Equipes técnicas realizaram coletas de amostras e medições de parâmetros físicos e organolépticos da água, além de análises laboratoriais para verificar a presença de metais.

O monitoramento abrange pontos próximos ao naufrágio, tanto antes quanto depois do local, além de um ponto de controle. O objetivo é comparar as condições da água e identificar possíveis alterações

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