Levantamento da MoneYou e da Lev Intelligence coloca o país à frente de outras 39 economias; Copom manteve a taxa básica nesta quarta-feira (4), interrompendo cinco cortes consecutivos.
O Brasil segue com a maior taxa de juros reais entre as 40 economias analisadas em levantamento da MoneYou e da Lev Intelligence. O indicador chegou a 9,49% ao ano, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manter a Selic em 13,75% na quarta-feira (4).
A decisão interrompeu uma sequência de cinco reduções consecutivas da taxa básica. Em comunicado, o Copom afirmou que o cenário econômico exige cautela, diante do aumento das incertezas e das expectativas de inflação mais elevadas. O comitê também classificou a Selic como “substancialmente contracionista”.
O cálculo dos juros reais considera as taxas de juros projetadas para os próximos 12 meses e desconta a inflação esperada para o mesmo período. Por isso, o indicador não corresponde simplesmente à Selic atual menos a inflação acumulada.
No ranking, a Turquia aparece em segundo lugar, com 7,77% ao ano, seguida pela Argentina, com 6,80%, e pela Rússia, com 6,57%. A média das 40 economias analisadas é de 1,28%.
Efeito sobre crédito e atividade econômica
Juros elevados tendem a encarecer empréstimos e financiamentos e podem reduzir o consumo e os investimentos. Ao mesmo tempo, a política monetária restritiva busca conter a inflação, ao moderar a demanda na economia.
A posição do Brasil no levantamento pode mudar conforme a evolução das expectativas de inflação e das taxas de juros projetadas, tanto no país quanto nas demais economias incluídas na comparação.

