Um adolescente de 16 anos foi internado provisoriamente neste sábado (12), após ser investigado por ameaçar alunos e planejar um possível ataque contra uma escola estadual de Nova Brasilândia (MT). Com ele foram encontradas munições, uma faca e pesquisas sobre armas, violência e massacres ocorridos em escolas brasileiras.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após o adolescente fazer ameaças contra estudantes da unidade de ensino, mencionando, inclusive, detalhes de como pretendia agir. Após os objetos serem encontrados, os investigadores apontaram alto risco de que as ameaças pudessem ser concretizadas.
A análise dos materiais apreendidos encontrou munições e uma faca relacionadas ao ambiente escolar, segundo a Polícia Civil. Os investigadores também identificaram pesquisas sobre armas, violência e ataques registrados em escolas do Brasil, incluindo os massacres de Realengo, no Rio de Janeiro, e Suzano, em São Paulo.
Também foram encontradas buscas relacionadas à violência e conteúdos considerados de extrema crueldade pela investigação.
Durante a apuração, os policiais tiveram acesso ainda a um vídeo em que o adolescente aparece ao lado de outra pessoa, ainda não identificada, durante um disparo de arma de fogo. Para os investigadores, o vídeo foi considerado relevante por indicar possível familiaridade e acesso a armamento.
Internação provisória
Diante das informações reunidas, a Polícia Civil pediu à Justiça a internação provisória do adolescente. Segundo a polícia, o pedido levou em consideração a gravidade dos fatos, os indícios encontrados e a necessidade de impedir uma eventual concretização das ameaças.
A medida também busca preservar a segurança do próprio adolescente e a ordem pública, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). De acordo com a Polícia Civil, os elementos encontrados durante a investigação indicam não apenas ameaças, mas comportamentos que poderiam apontar para uma preparação para a prática de violência.
O Primeira Página procurou a Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc) para se posicionar sobre o caso, mas não teve retorno. O espaço segue aberto.

