domingo, novembro 1, 2026

Água Turva: corretor alvo de operação contra corrupção é preso com pistola em Bonito

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O corretor de imóveis Luiz Fernando Xavier Duarte, 35 anos, foi preso em flagrante, na manhã desta terça-feira (7), em Bonito. Ele foi alvo da operação Água Turva, que investiga corrupção na prefeitura local e foi encontrado com uma pistola. 

Duarte era para sofrer apenas um mandado de busca e apreensão na residência dele, no Bairro Tarumã. Porém, como estava com o armamento com registro vencido, foi levado à Polícia Civil de Bonito. Lá, a autoridade de plantão ratificou a prisão em flagrante. 

O armamento em questão, segundo a imprensa local, é uma Taurus calibre .380, com um carregador com 33 munições. O investigado justificou que um parente da esposa deixou a pistola na residência dele há cerca de dois anos. O alvo da operação foi liberado à tarde mediante pagamento de fiança de R$ 2 mil. 

Operação mirou quadrilha suspeita de corrupção (Foto: Divulgação MPMS)

Água Turva 

A investigação sobre fraudes e corrupção em Bonito apurou que os contratos suspeitos movimentaram R$ 4,3 milhões, evidenciando a dimensão da atuação de uma organização criminosa que direcionava obras e serviços de engenharia no município desde 2021. Entre os alvos dos mandados de prisão preventiva está o secretário de Finanças de Bonito.

Os trabalhos da apuração do Ministério Público de Mato Grosso do Sul culminaram na Operação Águas Turvas, na manhã desta terça-feira (7), com o cumprimento de quatro mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em Campo Grande, Bonito, Terenos e Curitiba (PR). A ação é conduzida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), com apoio da 1ª Promotoria de Justiça de Bonito e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Segundo o Ministério Público, o grupo criminoso manipulava licitações por meio de simulação de concorrência e exigências específicas nos editais, garantindo que apenas empresas ligadas aos investigados fossem contempladas. 

O papel dos agentes públicos, em conluio com os empresários, consistia em fornecer informações privilegiadas e organizar a fraude procedimental, com vistas ao sucesso do grupo criminoso, em contrapartida, ao constante recebimento de vantagens indevidas. 

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