Rodolfo Nogueira, Rafael Tavares e Cassy Monteiro criticaram medida judicial contra o senador; Tereza Cristina também havia contestado a retenção do documento.
Aliados políticos de Flávio Bolsonaro (PL) em Mato Grosso do Sul reagiram à decisão judicial que determinou a retenção de seu passaporte e atribuíram a medida a uma suposta perseguição política. As manifestações ocorreram após a derrota do senador na eleição presidencial e a divulgação de notícias sobre uma possível saída dele do Brasil.
O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) afirmou que Flávio estaria em segurança com a família e argumentou que o parlamentar poderia ser preso por fazer oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O vereador Rafael Tavares também classificou a medida como perseguição política. Em tom irônico, comparou a situação do senador à fuga de Dom João VI diante das tropas de Napoleão Bonaparte, em referência histórica à transferência da corte portuguesa para o Brasil.
Cassy Monteiro critica governo federal
Cassy Monteiro, suplente de vereadora e de deputada federal, responsabilizou Lula pelo cenário e acusou o presidente de agir como um ditador. A declaração integra as manifestações de aliados que consideram a decisão judicial uma tentativa de limitar a atuação política do senador.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), por sua vez, já havia criticado a retenção do passaporte. Horas antes da publicação da reportagem, ela classificou a medida como perseguição política e afronta aos Poderes constituídos.
As declarações refletem a posição dos aliados de Flávio sobre a decisão. A justificativa jurídica para a medida e os questionamentos apresentados no âmbito das investigações devem ser avaliados separadamente das opiniões manifestadas por seus apoiadores.
Circunstâncias da viagem ainda exigem confirmação
A notícia sobre uma possível saída de Flávio Bolsonaro do país circulou após a eleição. Entretanto, informações publicadas por diferentes veículos apresentaram versões ainda não inteiramente confirmadas sobre o deslocamento do senador. O fato de aliados afirmarem que ele deixou o Brasil não equivale, por si só, à confirmação independente da viagem.
O episódio ocorre em meio aos desdobramentos políticos e judiciais posteriores ao segundo turno presidencial, vencido por Lula. Flávio anunciou que pretende organizar a oposição ao novo governo, enquanto aliados seguem contestando a decisão relacionada ao passaporte.

