Três estudantes do curso de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foram denunciados à Polícia Civil por suspeita de injúria racial após o compartilhamento de mensagens, áudios e figurinhas de cunho racista e misógino em grupos de WhatsApp, nesse sábado (3) e domingo (4).
Conforme o boletim de ocorrência, o episódio começou durante uma discussão política no grupo “Informes – Economia”, administrado pelo Centro Acadêmico. Um estudante teria enviado uma figurinha considerada racista envolvendo o presidente Lula (PT) e foi retirado do grupo. Em seguida, outro integrante do grupo se referiu a outro estudante como “carvão” e também foi removido.
Após os episódios, o Centro Acadêmico restringiu o grupo para permitir mensagens apenas dos administradores. A discussão, então, teria migrado para o grupo “Geral”, administrado pela Atlética Monopólio. Nesse espaço, segundo o BO, o mesmo integrante que chamou outro de “carvão” teria escrito que, por causa de outro participante, “os preto lá tá achando que tem direito agora”.

Manifestações contra os episódios
Em nota, o Centro Acadêmico de Ciências Econômicas (CAEC) da UFMT repudiou as manifestações e afirmou que os episódios ocorreram em grupos utilizados por estudantes de Economia.
Segundo o Centro Acadêmico, os responsáveis pelas primeiras manifestações foram retirados do grupo “Informes – Economia”, que posteriormente teve o envio de mensagens restrito aos administradores. A entidade afirmou que, durante a madrugada do dia seguinte, novos conteúdos racistas e misóginos foram publicados no grupo da Atlética Monopólio.
“Tais manifestações não constituem mero debate político ou opinião. São expressões de racismo, misoginia e violência que atingem diretamente a dignidade de mulheres e da população negra”, afirmou o Centro Acadêmico na nota.
O Primeira Página procurou a assessoria de comunicação da UFMT, mas não teve retorno até a publicação.
Confira a nota completa abaixo:

