segunda-feira, novembro 2, 2026

Anvisa aprova uso precoce de remédio para tratar câncer de mama HER2-positivo

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Agora ele também pode ser usado por pacientes que fizeram quimioterapia e cirurgia, mas ainda têm células cancerígenas no tecido retirado e apresentam a proteína HER2, que faz as células se multiplicarem mais rápido.

Um exame mede essa proteína no tumor e, quando o resultado dá positivo, o câncer é classificado como HER2-positivo.

Quem está nesse grupo tem mais chances de o câncer voltar e progredir para metástase. Segundo a Anvisa, até 25% dessas pacientes podem ter recidiva em até dez anos.

Até o momento, o Enhertu era indicado apenas para casos mais avançados do câncer HER2-positivo, diz a mastologista Rosemar Rahal, presidente da Comissão Nacional Especializada em Mastologia da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

A intenção do novo uso é aumentar as chances de cura das pacientes, com a redução do risco de o câncer retornar de forma invasiva ou de ocorrer óbito, afirma a médica. O estudo que embasou a aprovação mostrou queda de 53% no risco de o câncer voltar ou levar à morte.

O remédio funciona como um mecanismo de entrega, explica Rahal. Um anticorpo reconhece as células doentes e leva até elas uma substância que provoca a morte do tumor, poupando mais células saudáveis do que uma quimioterapia comum.

O objetivo do Enhertu, nesse momento (logo após a cirurgia), diz, é eliminar possíveis células tumorais remanescentes e aumentar a probabilidade de controle definitivo da doença.

O câncer de mama é o mais diagnosticado no mundo e o que mais mata mulheres por câncer. No Brasil, são mais de 70 mil novos casos por ano. Entre 10% e 19% deles são do tipo HER2-positivo, historicamente associado a pior prognóstico.

A aprovação da Anvisa libera o uso do remédio no país, mas não garante acesso pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Para isso, é preciso um novo aval da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) e do Ministério da Saúde.

A Conitec já avalia o mesmo remédio para outros dois grupos de pacientes, com câncer mais avançado ou metastático. Essa nova indicação, para doença residual, não faz parte dessa análise e ainda não tem previsão de chegar ao SUS.

A Anvisa destacou em comunicado que a empresa responsável pela plataforma, a Revia Gestão de Negócios Ltda., não tem autorização de funcionamento para esse tipo de atividade

Agência Brasil | 17:12 – 26/06/2026

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