A rede elétrica de Cuba entrou em colapso no domingo (2), provocando um apagão que atingiu praticamente todo o país. A interrupção no fornecimento de energia deixou a ilha, com aproximadamente 10 milhões de habitantes, sem eletricidade e ampliou a crise energética enfrentada pelo governo cubano.
O apagão ocorre poucos dias após o país registrar três grandes interrupções no sistema elétrico durante o mês de julho. A sequência de falhas evidencia o agravamento da situação da infraestrutura energética cubana, pressionada pela escassez de combustível e pelas limitações no abastecimento.
A empresa estatal responsável pela operação da rede elétrica confirmou o colapso do sistema, mas não divulgou detalhes sobre as causas nem informou uma previsão para a normalização do fornecimento.
Entre os fatores apontados para a crise está a redução na oferta de combustíveis. Cuba enfrenta dificuldades para importar petróleo, cenário que se intensificou após medidas adotadas pelos Estados Unidos restringirem o fornecimento vindo da Venezuela. As compras de combustível do México também foram interrompidas, aumentando a pressão sobre o sistema energético da ilha.
Nos últimos meses, o governo cubano iniciou mudanças no setor de energia para tentar reduzir os impactos da crise. Entre as medidas adotadas estão a autorização do primeiro projeto de importação de combustíveis com participação de empresas estrangeiras e a liberação para que cerca de 200 companhias nacionais atuem na distribuição de combustíveis no atacado.
Mesmo com essas iniciativas, o país continua enfrentando dificuldades para manter o abastecimento de energia, e os apagões têm se tornado cada vez mais frequentes, afetando a rotina da população e o funcionamento de serviços em diversas regiões.
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