terça-feira, novembro 3, 2026

Argentina põe fronteira em alerta após megaoperação no Rio

Date:

Share

A Argentina anunciou nesta quarta-feira (29) um alerta máximo nas fronteiras com o Brasil, em resposta à megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro. O governo do presidente Javier Milei determinou o reforço na vigilância e no controle de entrada de brasileiros no país. A medida ocorreu após a Operação Contenção, que deixou mais de 130 mortos.

Após repercussão internacional, a Argentina intensificou medidas de segurança em áreas fronteiriças e passou a tratar o CV e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas.

A ministra da Segurança Pública da Argentina, Patricia Bullrich, afirmou que a vigilância será redobrada e que todo brasileiro que entrar no país será examinado “minuciosamente”, mesmo sem antecedentes criminais. “Esse alerta máximo significa observar com muita atenção todos os brasileiros que venham à Argentina, verificando se têm ou não antecedentes, mas sem confundir turistas com integrantes do Comando Vermelho”, disse.

Javier Milei e Patricia Bullrich (Foto: Reprodução)

Argentina classifica PCC e CV como narcoterroristas

Bullrich acrescentou que ordenou o bloqueio de travessias “de quem está claramente se deslocando do centro do conflito no Rio de Janeiro”. Em entrevista ao jornal A Naçãoela destacou que a classificação do PCC e do CV como grupos narcoterroristas pela Argetina, se baseia na estrutura armada e na atuação violenta dessas facções.

A ministra informou ainda que mais de 40 presos brasileiros ligados às duas organizações estão em penitenciárias argentinas, sob “controle muito rigoroso” e em isolamento.

Ainda na América Latina mas com outra perspectiva,  o presidente da Colômbia, Gustavo Petro publicou nas redes sociais um vídeo com os corpos enfileirados após a operação, classificando o episódio como “barbárie”. “Essas lutas contra as gangues não são nada além de barbárie — o mundo da morte está tomando conta da política”, escreveu.

Em outra postagem, Petro comparou a atuação da polícia fluminense à Operação Orion, realizada em 2002 na Comuna 13 de Medellín, e disse que Cláudio Castro, “seguindo os passos de Bolsonaro”, teria promovido uma ação semelhante.

Leia mais: Operação no Rio é assunto global como “violência extrema”

Share
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
79,366FansLike

Artigos relacionados

Temporais com ventos de 109 km/h deixam rastros de destruição no Paraná

Uma série de fortes tempestades atingiu 21 municípios do Paraná entre o domingo (1º) e a madrugada desta...

Concurso para juiz do TRT-GO pode ter novas oportunidades em 2026

O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO), responsável pela Justiça do Trabalho em Goiás, tem previsão...

Seedorf enfrenta novo impasse com a Conmebol para treinar o Corinthians; entenda

A regularização de Clarence Seedorf como técnico do Corinthians teve um novo impasse. Contratado em 11 de outubro,...

Turista argentino e instrutor morrem após acidente de asa-delta no Rio

Um acidente de asa-delta resultou na morte de dois ocupantes nesta segunda-feira (2) na Praia de São Conrado,...