O presidente estadual do PL em Mato Grosso do Sul, ex-governador Reinaldo Azambuja, cumpre agenda nesta semana em Brasília (DF), onde se reúne com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, para definir a formação das chapas proporcionais visando as eleições de outubro.
O encontro, marcado para a sede nacional do partido, terá como foco principal a montagem das candidaturas para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, além do alinhamento estratégico da campanha presidencial no Estado.
Segundo Azambuja, a executiva estadual busca atuar em total sintonia com a direção nacional para fortalecer o desempenho do partido nas urnas. A meta é ambiciosa: eleger três deputados federais e, no mínimo, seis deputados estaduais.
“Nosso objetivo é montar chapas competitivas. O PL tem condições reais de fazer três federais e pelo menos seis estaduais”, afirmou.
Menos chapas, disputa mais concentrada
Na avaliação do ex-governador, o cenário eleitoral deste ano em Mato Grosso do Sul será marcado por um número reduzido de chapas concorrendo às vagas proporcionais.
“Devemos ter no máximo sete chapas disputando as oito vagas de deputado federal e as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. As federações e fusões reduziram bastante o número de partidos e candidatos”, explicou.
Sem espaço para dissidências na majoritária
Azambuja também descartou tratar, na reunião com Valdemar Costa Neto, sobre eventuais movimentos internos de parlamentares do PL que demonstraram interesse em disputar cargos majoritários no Estado.
De acordo com ele, já está definido que os pré-candidatos ao Senado Federal pelo PL em Mato Grosso do Sul são ele próprio e o ex-deputado estadual Capitão Contar, enquanto, para o Governo do Estado, o partido optou por apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
“As decisões já foram tomadas. Se alguém optar por sair do partido para disputar a majoritária, não há o que fazer”, declarou.
Unidade da direita e foco presidencial
Para Azambuja, lançar candidaturas concorrentes dentro do campo da direita seria um erro estratégico e poderia comprometer o projeto nacional do partido.
“A prioridade é eleger o senador Flávio Bolsonaro presidente da República. Para isso, a direita precisa estar unida e contar com o apoio de partidos de centro”, avaliou.
Ele reforçou que uma disputa contra Riedel em Mato Grosso do Sul seria incoerente, já que o governador declarou apoio ao projeto presidencial do PL.
“Ter dois candidatos da direita ao governo só divide votos e enfraquece a candidatura presidencial no Estado, favorecendo a esquerda. Política se faz com racionalidade, não com emoção”, concluiu.


