segunda-feira, setembro 28, 2026

Azambuja defende mais recursos para segurança e investimentos nos 79 municípios de MS (vídeo)

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O candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), participou da Sabatina do TopMídiaNews nesta segunda-feira (28) e apresentou propostas para áreas como segurança pública, infraestrutura, economia, saúde e desenvolvimento regional.

Durante a entrevista, o ex-governador defendeu maior participação do governo federal no combate ao tráfico de drogas nas regiões de fronteira, a retomada da ferrovia Malha Oeste, investimentos nos municípios e mudanças nas regras de licenciamento ambiental.

Azambuja também falou sobre o salário-mínimo, a regulamentação do trabalho dos motoboys, a relação com o governo estadual e o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Infraestrutura e logística

Azambuja afirmou que a retomada da ferrovia Malha Oeste está entre as prioridades que pretende defender no Senado. Segundo ele, Mato Grosso do Sul triplicou a produção em 11 anos e precisa ampliar as alternativas de transporte para reduzir a dependência das rodovias.

O candidato também citou a consolidação das concessões da BR-163, os investimentos na Rota da Celulose e obras nas BRs 267 e 262.

Outro ponto abordado foi a hidrovia do Rio Paraguai. Azambuja defendeu a dragagem de trechos entre Corumbá e Porto Murtinho para permitir a navegação durante os 12 meses do ano.

Na avaliação dele, a medida reduziria o fluxo de caminhões na BR-262 e os atropelamentos de animais no Pantanal.

O candidato também criticou a demora na conclusão dos acessos à ponte da Rota Bioceânica, entre Brasil e Paraguai, e atribuiu o atraso à falta de planejamento do governo federal.

Segurança pública e combate ao crime organizado

A segurança nas regiões de fronteira foi um dos principais assuntos da entrevista. Questionado sobre como pretende enfrentar o crime organizado, Azambuja defendeu maior integração entre as forças estaduais e federais.

Ele citou o trabalho do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária, mas afirmou que é necessário ampliar a presença da Polícia Federal e de outros órgãos da União.

O candidato também propôs que o governo federal assuma os custos dos presos por tráfico de drogas no sistema prisional de Mato Grosso do Sul.

Segundo os números apresentados por ele durante a sabatina, o estado gasta cerca de R$ 280 milhões por ano com esses detentos. Azambuja afirmou que o valor poderia ser destinado a outras políticas públicas, incluindo habitação.

“Não é justo o sul-mato-grossense pagar a conta sozinho”, declarou.

Economia, salário-mínimo e custo de vida

Ao responder à pergunta de um morador sobre como melhorar o salário-mínimo, Azambuja afirmou ser favorável ao aumento real dos rendimentos dos trabalhadores.

Para o candidato, porém, a recomposição salarial precisa ser acompanhada de medidas para reduzir o custo de vida e ampliar o poder de compra das famílias.

Ele citou o endividamento, os juros elevados e os preços dos produtos como fatores que pressionam o orçamento doméstico.

Azambuja também defendeu a redução do número de ministérios e dos gastos do governo federal. Durante a entrevista, comparou a estrutura ministerial brasileira à de outros países e afirmou que a União deveria concentrar menos recursos em Brasília e ampliar os repasses aos estados e municípios.

Campo Grande: investimentos, obras e repasses

Questionado sobre as críticas de candidatos a respeito de supostos cortes nos repasses estaduais para Campo Grande durante sua gestão como governador, Azambuja negou ter retirado recursos da Capital.

Ele citou investimentos realizados em obras de saúde, infraestrutura e mobilidade urbana, como a conclusão do Hospital do Trauma, melhorias no Hospital do Câncer e intervenções em avenidas.

O candidato também mencionou obras de acesso às Moreninhas, a conclusão do Aquário do Pantanal e a implantação de um campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) na região.

Sobre a situação financeira da prefeitura, afirmou que a arrecadação municipal depende da movimentação econômica e da capacidade de atrair empresas e investimentos.

Regulamentação do trabalho dos motoboys

Em resposta à pergunta de um trabalhador sobre a regulamentação da atividade dos motoboys, Azambuja afirmou que apoia a criação de uma legislação nacional para a categoria.

O candidato disse que pretende contribuir com a discussão no Senado e defendeu regras que garantam maior segurança jurídica aos profissionais.

Entre os pontos citados estão a possibilidade de contribuição previdenciária, acesso à aposentadoria e contratação de seguros para trabalhadores que atuam com entregas e transporte de pessoas.

Segundo ele, a regulamentação deve considerar os riscos enfrentados pelos profissionais durante a atividade.

Apoio a Flávio Bolsonaro e possibilidade de assumir ministério

Durante a sabatina, Azambuja confirmou o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

O candidato justificou o posicionamento com críticas à atual administração federal, especialmente em relação aos gastos públicos, ao custo de vida e à estrutura do governo.

Ele afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro representa uma alternativa para o país e declarou que pretende trabalhar em conjunto com o candidato à Presidência e com aliados políticos em Mato Grosso do Sul.

Questionado sobre a possibilidade de assumir um ministério em um eventual governo de Flávio, Azambuja afirmou que sua prioridade é ocupar uma cadeira no Senado.

Disse ainda que não recebeu convite para integrar um ministério, mas que estaria disposto a contribuir com o governo federal caso fosse chamado.

Meio ambiente e licenciamento ambiental

Azambuja comentou a declaração atribuída a ele de que seria favorável ao fim do Ministério do Meio Ambiente.

Na entrevista, afirmou que sua posição está relacionada às dificuldades de licenciamento ambiental que, segundo ele, prejudicam obras de infraestrutura e investimentos econômicos.

O candidato citou a dragagem do Rio Paraguai, a exploração de recursos minerais e projetos de energia como exemplos de empreendimentos que enfrentam entraves ambientais.

Ele também defendeu maior agilidade na análise de licenças e afirmou que é possível conciliar produção econômica e preservação ambiental.

Como exemplo, mencionou o crescimento da produção agropecuária em Mato Grosso do Sul e o programa estadual Carbono Neutro, com meta de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2030.

Azambuja declarou que não defende o abandono da preservação ambiental, mas mudanças na atuação dos órgãos responsáveis pelo licenciamento.

Saúde, educação e desenvolvimento dos municípios

Nas considerações finais, Azambuja reuniu propostas que pretende defender no Congresso Nacional caso seja eleito.

Na saúde, citou a conclusão dos hospitais regionais e a necessidade de fortalecer a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, os valores pagos pelos atendimentos estão defasados e prejudicam hospitais públicos e filantrópicos.

Na educação, defendeu a ampliação das escolas em tempo integral.

O candidato também afirmou que pretende trabalhar para ampliar os recursos destinados aos municípios, por meio de emendas parlamentares e investimentos em projetos considerados prioritários pelas administrações locais.

Azambuja citou ainda a conclusão de obras paralisadas como uma das metas. Segundo ele, quando assumiu o governo estadual, havia 202 obras paradas em Mato Grosso do Sul, e todas foram concluídas durante sua gestão.

Ao encerrar a entrevista, reafirmou a intenção de atuar como senador municipalista, com atenção aos 79 municípios sul-mato-grossenses.

FONTE: TOP MIDIA NEWS

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