sábado, outubro 31, 2026

Bactéria causadora de conjuntivite em animais é descoberta em casos de “mal do olho”

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Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com universidades e institutos de pesquisa, identificaram uma nova espécie de bactéria associada à ceratoconjuntivite infecciosa bovina (CIB), doença conhecida popularmente como “mal do olho” ou pinkeye. Batizada de Moraxella tarda, a bactéria foi encontrada em bovinos da raça Hereford com sinais iniciais da enfermidade.

A descoberta é considerada importante porque pode ajudar a explicar por que algumas vacinas nem sempre apresentam a eficácia esperada no campo.

Segundo os pesquisadores, os imunizantes atuais são desenvolvidos com base nos agentes já conhecidos. Quando há uma bactéria não incluída na formulação, os animais podem continuar suscetíveis à doença.

A ceratoconjuntivite é uma das principais enfermidades oculares dos bovinos, especialmente em bezerros, provocando:

  • Dor;
  • Lacrimejamento;
  • Inflamação;
  • Úlceras na córnea;
  • Perda parcial ou total da visão.

Além de afetar o bem-estar dos animais, a doença reduz o ganho de peso e gera prejuízos econômicos aos produtores.

Bácteria causadora de ceratoconjuntivite causa dor, lacrimejamento e até cegueira. (Foto: Luísa Berg)

Bácteria nem sempre é associada aos surtos

Outro dado que chamou a atenção dos cientistas é que a tradicional Moraxella bovis, historicamente apontada como principal causadora da doença, nem sempre está presente nos surtos.

Pesquisas recentes já identificaram outras espécies do mesmo gênero envolvidas nos quadros clínicos, reforçando a complexidade do problema.

Curiosamente, a nova bactéria foi descoberta durante estudos voltados à seleção genética de bovinos mais resistentes ao “mal do olho” no bioma Pampa. Os pesquisadores investigavam justamente formas de reduzir a incidência da enfermidade nos rebanhos quando encontraram sinais de um microrganismo ainda desconhecido pela ciência.

Batizada de Moraxella tarda, a bactéria foi encontrada em animais com o chamado “mal do olho”. (Foto: Luísa Berg)

Agora, os estudos avançam para entender melhor como a Moraxella tarda atua na infecção e como o conhecimento pode contribuir para o desenvolvimento de diagnósticos mais rápidos, vacinas mais abrangentes e estratégias de controle mais eficientes para a pecuária.

Acesse mais informações gerais sobre o estudo aqui.

FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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