Ao se entregar à polícia após atirar e matar o empresário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, o ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal chegou pedindo ajuda e já alegando legítima defesa.
Conforme o registro policial, Bernal chegou na 1ª Delegacia de Polícia Civil dizendo ter atirado em algumas pessoas que haviam invadido sua casa. Por conta disso, ele acreditava estar sendo perseguido e pediu ajuda sobre a situação.
Em seu depoimento, o suspeito confessou o crime e disse não ter tido a intenção de matar Roberto. A delegada Karolina Souza Pereira Bernardes entendeu que, mesmo que Bernal tenha se apresentado espontaneamente, não é possível descartar o fato de ele ter acabado de ceifar a vida de alguém.
“Embora o conduzido tenha ido até a delegacia de Polícia voluntariamente, tal circunstância, isoladamente, não impede a lavratura do auto de prisão em flagrante, desde que concretamente demonstrada uma das hipóteses do art. 302 do CPP, como ocorre no presente caso, já que o suspeito havia acabado de cometer o crime”, detalhou.
Além disso, ficou definido que a prisão em flagrante não pode ser afastada diante de uma ‘simples apresentação espontânea’.
Outro ponto citado pela profissão foi a não arbitragem de fiança, representando pela prisão preventiva de Bernal, motivo pelo qual ele foi encaminhado para o Presídio Militar para passar a noite em uma cela especial, por ser advogado.
O suspeito do crime irá passar por audiência de custódia durante a manhã desta quarta-feira (25), onde o juiz irá decidir se mantém a prisão do investigado ou o solta para responder ao crime em liberdade.


