Uma briga entre vizinhos terminou na delegacia na noite deste domingo (7), no bairro Jardim Paraíso, em Naviraí, município a 359 quilômetros de Campo Grande. A discussão teria começado após a queima de fogos de artifício.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a polícia foi acionada por uma das moradoras da rua Joaquim Cardoso Castro. Para a equipe, ela relatou que permaneceu em casa durante todo o dia, ingerindo bebida alcoólica. Informou ainda que os vizinhos da casa da frente à sua também estaria consumindo bebidas alcoólicas.
Por volta das 18h ela, os filhos e a mãe, de 53 anos, teriam ido dormir. Pouco tempo depois ouviram uma explosão semelhante a uma bomba de fogos de artifício dentro do quintal da própria casa. Ela então questionou os vizinhos sobre o barulho, mas estes não souberam informar a fonte.
Após retornar para sua residência e voltar a dormir, a mulher teria ouvido novamente o estampido de outra bomba de fogos de artifício em seu quintal. Ela e a mãe foram então novamente até a casa dos vizinhos para questioná-los sobre o ocorrido, momento em que se iniciou uma discussão entre as partes.
Durante a briga, um dos homens teria empurrado a idosa, o que causou escoriações em seu braço esquerdo. Além disso, um outro envolvido teria se apoderado de um pedaço de madeira e de uma bomba de fogos de artifício, tentando atingi-la, porém sem êxito.
Ainda conforme a mulher, os homens ainda chamaram as vizinhas de ‘vagabunda’, ‘biscate’ e ‘cabelo duro’.
Entretando, os vizinhos apresentaram versão diferente para o ocorrido. Segundo eles, foram as mulheres que chegaram em sua residência acusando-os de terem lançado bombas de fogos de artifício no quintal delas. Informaram que as mulheres passaram a proferir ofensas, chamando-os de “corno”, “filhos da puta”, “filhos de rapariga”, “merda” e “bosta”
Os moradores ainda alegaram que a envolvida teria desferido golpes contra seu carro e arremessado garrafas de cerveja em direção ao muro do imóvel, tentando atingi-los.
Todos os envolvidos foram encaminhados a delegacia, onde o caso foi registrado como lesão corporal dolosa, injúria e vias de fato.

