Uma confusão envolvendo um policial militar, um adolescente e familiares terminou com um homem baleado na noite deste domingo (12), no bairro Vila Nova, em Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, a situação começou em um supermercado da região, onde um policial militar, fora de serviço, realizava compras. Funcionários do estabelecimento teriam pedido ajuda para conter um grupo de adolescentes que fazia manobras perigosas com bicicletas no estacionamento, colocando em risco a segurança de clientes e causando transtornos.
Durante a abordagem, houve discussão com um dos adolescentes, que teria deixado o local após ameaçar retornar acompanhado e armado. Algum tempo depois, ele voltou com um responsável, que passou a acusar o policial de agressão.
Na sequência, o militar deixou o supermercado, mas passou a ser perseguido por algumas pessoas pela via pública. Durante a perseguição, houve gritos de “pega ladrão” e acusações de que ele teria cometido roubo, o que fez com que outros populares também passassem a segui-lo.
Em meio à confusão, o homem acabou sendo atingido por um disparo de arma de fogo. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à Santa Casa, onde permaneceu internado para avaliação médica.
Já os demais envolvidos foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos e não apresentavam lesões aparentes. O responsável pelo adolescente afirmou que foi ao local após ser informado pelo filho de que teria sido agredido. O jovem, por sua vez, disse ter recebido tapas na região da testa.
Por outro lado, o gerente do supermercado relatou que não presenciou qualquer agressão por parte do policial e afirmou que o tumulto foi provocado após a chegada do responsável pelo adolescente, que teria incentivado a perseguição.
As versões apresentadas são consideradas contraditórias pela polícia. Imagens de câmeras de segurança do estabelecimento ainda serão solicitadas para ajudar a esclarecer o que de fato ocorreu. Também foi realizada perícia no local onde houve o disparo, e a arma foi apreendida.
Os fatos relacionados ao disparo e à conduta de policiais militares serão apurados em procedimento próprio pela Corregedoria da Polícia Militar.
Diante da situação, o caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, como calúnia, ameaça, vias de fato e lesão corporal culposa.


