




Clima esquentou entre colegas de partido e caso foi parar na comissão de ética, com pedido até de cassação do mandato.
O líder da prefeita Adriane Lopes (PP) na Câmara de Campo Grande, Beto Avelar (PP), ingressou com uma representação por quebra de decoro contra o colega de partido, Maicon Nogueira (PP).
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Avelar alega que no dia 19 de maio, Maicon Nogueira utilizou o tempo de tribuna para “proferir acusações genéricas acertos de supostos esquemas de corrupção no âmbito do Poder Executivo Municipal.
O líder da prefeita sustenta que diante da gravidade das afirmações e da ausência de lastro probatório, rebateu a fala, dizendo que quem acusa deve citar nomes e assumir consequências, sob pena de incorrer em leviandade.
“Ocorre que, em ato de clara retaliação e má-fé, com o intuito único de difamar e caluniar, o Representado no dia 19/05/2026 lança uma série de acusações caluniosas de corrupção. Este Representante o alerta que quando se faz tão graves acusações, o Representado deveria citar os nomes daqueles que estivessem cometendo os supostos crimes de corrupção. Este, no dia seguinte (20/05/2026), utilizou suas redes sociais (onde conta com um alcance de aproximadamente 25 mil seguidores), para publicar a fotografia deste Representante, vinculada a uma notícia do portal G1 sobre ‘como funcionava esquema suspeito de desviar milhões com obras fantasmas” no tapa-buracos de Campo Grande’, diz parte do pedido.
Avelar reforça que o caso aconteceu dias após a Operação Buraco sem Fim, onde servidores da Secretaria de Obras da Capital foram presos.
“De forma ardilosa, o Representado apropriou-se da frase dita por este Representante em Plenário (“Acusa e assuma as consequências”), invertendo seu sentido original para sugerir que este Representante seria o alvo das investigações ou o autor dos ilícitos mencionados. Não bastasse a gravidade da associação visual caluniosa, o Representado adicionou tom intimidatório à postagem ao escrever: ‘Te aviso, cuidado porque tem gente ai de estopim curto’. Tal postura, além de ferir a honra objetiva deste parlamentar, configura ameaça velada e comportamento abjeto, totalmente desprovido da urbanidade e do respaito que devem nortear as relações entre os membros deste Parlamento”, complementou.
Avelar solicita que a Comissão de Ética receba a denúncia, autue Maicon para apresentar defesa, e ainda peça ao Ministério Público que diga se ele é alvo da Buraco sem Fim.
Ao final, a procedência da representação com “consequente aplicação da sanção disciplinar cabível, sugerindo-se em pedidos alternativos e sucessíveis, a pena de Cassação, caso não seja esse o entendimento dessa comissão, a pena de Suspensão do Exercício do Mandato e caso não seja esse o entendimento da comissão a pena de Censura Escrita, dada a gravidade da imputação falsa de crime”.
Maicon rompeu com a prefeita e tem atuado praticamente como oposição na Câmara. O comportamento custou, inclusive, a candidatura dele a deputado neste ano.
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