O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande registrou o 14º caso positivo de raiva em morcegos. Desta vez, o animal foi encontrado em uma residência na área central da cidade.
Segundo o órgão, somente em 2026, foram analisados 1.035 animais da espécie. Com o novo caso, os especialistas reforçam o alerta para a circulação do vírus na área urbana, sendo necessária a adoção de medidas simples de prevenção para evitar o contágio da doença.
Apesar da confirmação de novos casos, a situação não é considerada motivo para pânico, mas exige atenção da população.
A recomendação é que qualquer morcego encontrado caído no chão, seja vivo ou morto, ou que tenha entrado em residências, não seja tocado. O ideal é isolar o local e acionar o CCZ para que a equipe especializada faça o recolhimento e encaminhe o animal para análise laboratorial.
Vacinação é essencial
As autoridades também reforçam a importância da vacinação antirrábica de cães e gatos.
A imunização anual dos pets é considerada uma das principais barreiras para impedir a disseminação do vírus e proteger a saúde pública.
Raiva é transmitida por morcegos e outros mamíferos
A raiva é uma doença viral grave que afeta o sistema nervoso e apresenta índice de mortalidade próximo de 100% após o surgimento dos sintomas. A doença pode ser transmitida pelo morcego e outros mamíferos, incluindo cães, gatos e seres humanos.
No entanto, pode ser evitada com medidas de prevenção, como:
- Evitar o contato com animais suspeitos de estar infectados;
- Manter a vacinação em dia;
Como acionar o CCZ
Em caso de encontro com morcegos em situação suspeita, a população deve entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelos seguintes canais:
- Telefone geral: (67) 3313-5000;
- De segunda a sexta-feira, das 7h às 17h: (67) 2020-1789 ou (67) 2020-1801;
- Plantão (noite, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794.
O CCZ está localizado na Avenida Filinto Müller, nº 1.601, Vila Ipiranga, e funciona diariamente, das 7h às 21h.

