segunda-feira, abril 27, 2026

Casa da Mulher Brasileira proíbe viaturas no estacionamento; mudança desagrada PM

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Mudanças no prédio da Casa da Mulher Brasileira, onde fica a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher), em Campo Grande, estão causando transtornos para a Polícia Militar. Isso porque nova regra relacionada a estacionamentos no local proíbe a entrada de viaturas em áreas destinadas apenas a servidores. 

As ocorrências de violência doméstica são, geralmente, levadas à Deam. Porém, segundo documento assinado no dia 2 de dezembro de 2025, durante reunião do colegiado gestor da Casa da Mulher Brasileira, itens como estacionamento, fluxo na recepção, transporte e até refeições foram revistos ou alterados, e os policiais ficaram proibidos de estacionar as viaturas no local. 

Conforme servidor ouvido confidencialmente, as equipes ficam em média de quatro a cinco horas para documentarem a ocorrência junto à Polícia Civil, sendo dois funcionários da Civil para atender em torno de 10 equipes da Militar. Se o caso for um flagrante, a demora sobe para seis a oito horas. 

A nova norma sobre estacionamento indica que ele deverá ser utilizado “apenas pelos servidores lotados nas entidades integrantes da Casa da Mulher Brasileira”. Serão reservadas três vagas para servidores da 4ª Vara de Violência Doméstica, uma vaga para o Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal) e readequação para vagas da Promotoria Estadual. 

Com a exclusividade do uso apenas por funcionários, os agentes da PM serão obrigados a deixar as viaturas na rua, o que deixará tanto veículo quanto agentes expostos. “Não tem como ficar cuidando viatura, essa medida é descabida demais”, disse a fonte. 

Além disso, a unidade desenvolveu um controle no estacionamento, por meio de cartão, que deverá ser colocado no painel do veículo, sendo necessário um cadastramento do carro e do servidor proprietário junto à administração, que será acompanhado pelo porteiro. 

O documento ainda traz as regras para o transporte de mulheres assistidas. Elas deverão passar por avaliação pelo psicossocial, que verificará o grau de risco, horário e condições para o transporte, que poderá ser pelo motorista e veículo central, pedido de aplicativo ou concessão de vale-transporte. Caso o autor ainda não tenha sido preso, o encaminhamento da solicitação de transporte será diretamente da Deam para a GCM (Guarda Civil Metropolitana). 

A reportagem entrou em contato com a Deam para esclarecer as mudanças e aguarda posicionamento. O espaço segue aberto. 

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