A investigação sobre o acidente que matou sete indígenas da etnia Guarani na noite de sexta-feira (14), na MS-180, entre Iguatemi e Japorã, teve novos desdobramentos neste domingo (16). A Polícia Científica concluiu os exames necroscópicos das vítimas, mas informou que será necessária a realização de exames de DNA para a confirmação oficial das identidades. Já o motorista da carreta envolvida na colisão se apresentou à polícia, prestou depoimento e foi liberado.
As vítimas, integrantes de uma mesma família e moradores de uma aldeia indígena em São Paulo, estavam em Mato Grosso do Sul participando de atividades de intercâmbio cultural e religioso entre comunidades indígenas da região.
Segundo a Polícia Científica, os corpos foram encaminhados ao Núcleo Regional de Medicina Legal de Naviraí. Devido às condições em que foram encontrados após o incêndio provocado pela colisão, a identificação dependerá de exames genéticos. A liberação dos corpos aos familiares ocorrerá somente após a conclusão desse processo.
Em nota foi informado:
“Os exames necessários à identificação serão tratados como prioridade, e a liberação dos corpos aos familiares ocorrerá com a maior brevidade possível, após a conclusão dos procedimentos periciais e a emissão dos respectivos laudos”.
Motorista depôs e foi liberado
Outro avanço nas investigações ocorreu com a apresentação do motorista da carreta às autoridades. Conforme informado pela polícia, ele compareceu acompanhado por advogado, foi ouvido e apresentou sua versão sobre o acidente e os motivos pelos quais deixou o local após a colisão. Após o depoimento, o condutor foi liberado.
De acordo com a investigação, não havia situação que justificasse prisão em flagrante nem mandado de prisão expedido contra ele.
Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação e novas medidas poderão ser adotadas conforme o andamento das apurações.

