segunda-feira, abril 27, 2026

Caso Isadora: família consegue acesso parcial a tratamento em Sidrolândia

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Dias após a repercussão do caso de Isadora Tybusch de Oliveira, de 9 anos, moradora de Sidrolândia, que enfrenta um quadro grave de dermatite atópica, a família relata que houve avanço no acesso ao tratamento, mas ainda enfrenta dificuldades para obter uma segunda medicação necessária para estabilizar o quadro da menina.

Segundo o pai, Pedro Júnior do Nascimento de Oliveira, uma decisão judicial autorizou o Governo do Estado a custear seis meses da medicação principal, a Dupixent, considerada fundamental para o controle das crises e cuja dose pode ultrapassar R$ 10 mil. A determinação foi expedida por uma juíza do município, que assumiu o processo e garantiu o início do tratamento por meio da rede pública.

“O tratamento dela está sendo pago pelo Governo do Estado junto com a Prefeitura de Sidrolândia. Estamos tendo um respaldo muito bom. Aquela vacina que ela precisava tomar, ela está tomando e eu vou te falar: com a ajuda de Deus, ela melhorou muito, muito mesmo”, afirmou o pai, aliviado.

Apesar da conquista, a batalha não terminou. Pedro relata que Isadora também precisa de outra medicação complementar de custo menor, mas ainda inacessível. A família afirma encontrar resistência para obtê-la e enfrenta entraves burocráticos. “Eles pedem orçamento, mas nenhum laboratório passa orçamento para a gente. Aí estamos assim, travados”, explica.

A situação marca um contraste com o cenário anterior: até poucas semanas atrás, a Dupixent estava totalmente indisponível para a família, que seguia com pedidos emperrados na Justiça, sem resposta da Secretaria Municipal de Saúde, SUS ou plano privado. A menina chegou a ficar meses sem nenhum avanço no tratamento.

Diagnosticada com uma forma severa de dermatite atópica que atinge mais de 70% da pele, Isadora vive praticamente dentro de casa para evitar crises desencadeadas por suor, calor ou exposição ao sol. “Ela vive trancada no quarto, com ar-condicionado. O que mais queremos é que ela tenha uma vida normal”, descreveu Pedro, em entrevista anterior.

Com a nova decisão judicial, parte do caminho foi destravada, mas a família reforça que a continuidade do tratamento depende do acesso à segunda medicação ainda não liberada.

A expectativa agora é de que os próximos dias tragam nova movimentação no processo, evitando a suspensão do tratamento que, segundo o pai, já trouxe melhora significativa para a menina.

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