Ter o celular roubado, furtado ou perdido pode causar problemas que vão muito além de ficar sem o aparelho. Com aplicativos bancários, redes sociais, documentos e outros dados pessoais armazenados no telefone, agir rápido é importante para reduzir riscos. Uma forma de se antecipar a esse tipo de situação é cadastrar o aparelho no Celular Seguro, plataforma do Governo Federal que permite emitir um alerta em caso de roubo, furto ou perda.
O cadastro pode ser feito pelo aplicativo ou pelo site da plataforma e deve ser realizado antes de qualquer ocorrência. Para usar o serviço, é necessário ter uma conta Gov.br.
Como cadastrar o celular no Celular Seguro?
O primeiro passo é acessar o aplicativo Celular Seguro ou a versão web da plataforma e entrar com a conta Gov.br.
Depois do login, siga o passo a passo:
- Entre no Celular Seguro com seu CPF e senha da conta Gov.br;
- Aceite os Termos de Uso e a Política de Privacidade;
- Acesse a opção para cadastrar um telefone;
- Informe os dados solicitados sobre o aparelho;
- Confirme o cadastro.
É possível registrar mais de um celular na plataforma.
Caso a linha telefônica esteja registrada no nome de outra pessoa, será necessária a autorização do titular para concluir o procedimento.
A recomendação é fazer o cadastro enquanto o celular está em mãos. Dessa forma, se o aparelho for roubado, furtado ou perdido, ele já estará registrado e o usuário poderá emitir o alerta pela plataforma.
No aplicativo, ainda é possível indicar uma pessoa de confiança para fazer esse procedimento caso o dono do celular não consiga acessar o serviço.
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Entre no Celular Seguro pelo site ou aplicativo no seu celular.
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Faça login usando seu CPF e a senha da sua conta Gov.br.
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Leia e aceite os Termos de Uso e a Política de Privacidade para continuar.
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No primeiro acesso, você pode adicionar um contato em “Cadastrar Contato”. Essa pessoa poderá emitir um alerta em seu nome caso você não consiga acessar o serviço.
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Clique em “Cadastrar Telefone” e informe os dados solicitados. Se a linha estiver no nome de outra pessoa, será necessária a autorização do titular.
Assim, o aparelho já estará registrado caso seja roubado, furtado ou perdido.
O que fazer se o celular for roubado, furtado ou perdido?
Depois que o aparelho estiver cadastrado, o proprietário que for roubado ou furtado pode emitir um alerta pelo Celular Seguro.
Para registrar a ocorrência, é preciso:
- Acessar o Celular Seguro;
- Entrar em “Meus Telefones” ou “Telefones de Confiança”;
- Selecionar o celular que foi roubado, furtado ou perdido;
- Clicar em “Alerta”;
- Confirmar o registro da ocorrência.
Após a confirmação, a plataforma gera um número de protocolo, que pode ser utilizado posteriormente para consultar o registro.
Pelo aplicativo, é possível bloquear o aparelho, a linha telefônica e aplicativos parceiros (como bancos). O aplicativo oferece opções como o bloqueio total (que inclui o bloqueio do IMEI do aparelho) e o modo recuperação (para bloquear a linha ou serviços separadamente).

Vai comprar celular usado? Consulte antes.
O Celular Seguro também oferece uma ferramenta para quem pretende comprar um aparelho usado.
Em “Celulares com Restrição”, é possível verificar se o telefone possui registro relacionado a roubo, furto ou perda.
Para fazer a consulta, é necessário informar o IMEI, número de identificação único do aparelho. Antes de fechar negócio, o comprador pode pedir o número ao vendedor e verificar se existe alguma restrição.
Como descobrir o IMEI
O IMEI pode ser consultado de forma rápida. Basta abrir o teclado de chamadas do celular e digitar:
*#06#
O número também pode ser encontrado nas configurações do aparelho.
Em MS, 212 celulares foram recuperados

Mato Grosso do Sul já recuperou 212 celulares com registro de furto ou roubo com ajuda do Celular Seguro. A partir das informações cadastradas na plataforma, a Polícia Civil realizou a Operação Nacional Última Chamada e passou a enviar intimações pelo WhatsApp aos atuais possuidores dos aparelhos.
Ao todo, foram enviadas 1.982 mensagens durante a operação; 1.120 foram lidas, cerca de 56,5%. Dos 212 aparelhos recuperados, 75 já foram devolvidos aos proprietários.
Em nota, a Polícia Civil informou que as mensagens enviadas oficialmente pelo WhatsApp são verdadeiras e fazem parte da operação. Em caso de dúvida sobre a autenticidade da mensagem, a orientação é procurar uma unidade policial para confirmar a intimação.
Apesar disso, a Polícia reforçou que não solicita pagamento, transferência bancária, senha ou código de segurança para realizar qualquer procedimento relacionado à ação policial.

