terça-feira, outubro 6, 2026
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Chefe do braço armado do Hamas em Gaza morre em ataque israelense

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Em comunicado enviado à agência France-Presse (AFP), o exército israelense e os serviços de segurança (Shin Bet) anunciaram “que o terrorista Ezzedine al-Haddad foi eliminado”.

A mesma informação também foi confirmada à AFP por integrantes do Hamas.

Na sexta-feira, o Ministério da Defesa de Israel já havia informado ter atacado o líder do Hamas, mas sem confirmar sua morte.

Um alto funcionário de segurança citado pelo jornal The Times of Israel afirmou que a operação foi aprovada pelas lideranças políticas há cerca de uma semana e meia e que, durante esse período, o dirigente do Hamas esteve sob vigilância contínua.

O ataque foi realizado “devido a uma oportunidade operacional com alta probabilidade de eliminação”, acrescentou a fonte, após os serviços de inteligência receberem informações sobre sua localização.

De acordo com fontes da agência espanhola EFE na cidade palestina, cinco mísseis atingiram um prédio residencial, provocando um grande incêndio que as equipes da Defesa Civil do enclave ainda tentavam controlar.

Al-Haddad era o último integrante de alto escalão e veterano das Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, que ainda estava vivo.

Mais de 850 pessoas morreram na Faixa de Gaza em consequência de bombardeios e operações israelenses desde o início do cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025.

A trégua, alcançada com mediação dos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, permitiu a troca de reféns e prisioneiros, a retirada parcial das tropas israelenses e a entrada de ajuda humanitária no território devastado, mas ainda não avançou para a segunda fase, que prevê uma paz permanente.

As próximas etapas incluem o desarmamento do Hamas e a continuidade da retirada gradual do exército israelense, que ainda controla mais de 50% da Faixa de Gaza. No entanto, o diálogo está paralisado há semanas, desde que o foco internacional se voltou para os conflitos no Irã e no Líbano, também envolvendo Israel.

Ao longo dos últimos sete meses, Israel e Hamas trocaram acusações frequentes de violações do cessar-fogo, enquanto organizações humanitárias alegam que as autoridades israelenses não permitem a entrada da quantidade prometida de assistência no território.

A guerra foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, no sul de Israel, nos quais cerca de 1.200 pessoas morreram e 251 foram feitas reféns.

Em resposta, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que já provocou mais de 72 mil mortes, segundo autoridades locais controladas pelos islamistas palestinos, além de um desastre humanitário, a destruição de praticamente toda a infraestrutura do território e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas.

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