segunda-feira, abril 27, 2026

China pede “cessar-fogo abrangente” na Faixa de Gaza

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“Ós países que têm uma influência especial sobre Israel devem assumir seriamente suas responsabilidades, e o Conselho de Segurança das Nações Unidas e as agências humanitárias também devem cumprir suas obrigações”, disse Wang Yi.

Em declarações divulgadas no sábado, o ministro das Relações Exteriores da China acrescentou que os planos de Israel para controlar a Cidade de Gaza e acelerar a invasão da Cisjordânia “violam gravemente as normas do direito internacional”.

Tais ações “colocam em risco a ‘solução de dois Estados’ e minam diretamente a estabilidade do Oriente Médio”, alertou Wang, citado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

“A história tem demonstrado repetidamente que a segurança deve ser compartilhada. Nenhum país pode construir sua própria segurança com base na insegurança de outros países”, observou o ministro.

Durante um encontro com o chanceler do Marrocos, Nasser Bourita, Wang também apelou “à obtenção de um maior consenso internacional e à formação de uma posição mais unificada” em torno da ‘solução de dois Estados’.

No sábado, ataques do exército israelense na Faixa de Gaza, a maioria na Cidade de Gaza, mataram mais de 70 pessoas, de acordo com um balanço feito em necrotérios de hospitais por jornalistas do enclave e divulgado em uma plataforma conjunta.

Uma comissão independente da ONU, relatores de direitos humanos, organizações não governamentais e um número crescente de países classificaram como genocídio a ofensiva militar israelense, que já matou 65.200 pessoas, incluindo 19 mil crianças.

No sábado, a Presidência da França anunciou que dez países, entre eles Portugal, vão reconhecer um Estado palestino na segunda-feira, em uma conferência em Nova Iorque.

Nessa conferência, estarão representados “dez países que decidiram proceder ao reconhecimento do Estado da Palestina”, informou um assessor do presidente francês, Emmanuel Macron, à imprensa.

Além da França, que lidera a iniciativa, e de Portugal, os outros Estados “são Andorra, Austrália, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Malta, Reino Unido e San Marino”, acrescentou.

Mais tarde, o Ministério das Relações Exteriores confirmou que Portugal vai reconhecer o Estado da Palestina, mas já no domingo, na véspera da conferência.

“O Ministério das Relações Exteriores confirma que Portugal vai reconhecer o Estado da Palestina, como o ministro Paulo Rangel já havia antecipado nesta semana”, informou em comunicado.

Assim, a “Declaração Oficial de Reconhecimento acontecerá ainda antes da Conferência de Alto Nível da próxima semana”, organizada pela França e pela Arábia Saudita na sede das Nações Unidas, em Nova York.”

Leia Também: Trump pede ao Supremo autorização para revogar proteção de 300 mil venezuelanos

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