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Colômbia acusa Equador de interferência eleitoral

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Os colombianos foram às urnas no domingo (31) para escolher o sucessor de Gustavo Petro em uma eleição marcada pelo aumento da violência e por um atrito diplomático com o Equador. Na véspera da votação, Bogotá acusou o presidente equatoriano, Daniel Noboa, de tentar influenciar o processo eleitoral ao anunciar o fim de tarifas sobre produtos colombianos durante uma conversa com um dos candidatos à Presidência. A reação colombiana ocorreu após Noboa declarar, na sexta-feira (30), que a chamada “taxa de segurança” aplicada pelo Equador seria suspensa a partir de 1º de junho. O anúncio foi feito em uma videochamada ao lado do candidato de ultradireita Abelardo de la Espriella. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia afirmou que a medida não resultou de uma decisão voluntária do Quito. Segundo a chancelaria, a retirada das tarifas foi determinada pela Comunidade Andina das Nações (CAN), bloco econômico do qual os dois países fazem parte.   Leia mais: Confrontos deixam 52 mortos na Colômbia às vésperas das eleições   Em comunicado divulgado no sábado (30), o governo colombiano declarou seu “categórico repúdio à enganosa apresentação da decisão de revogar as tarifas como uma medida de boa vontade do governante equatoriano, quando ela responde às ordens da CAN”. O governo de Bogotá também afirmou que a participação de Noboa no episódio constitui uma violação “do princípio de não intervenção nos assuntos internos, uma ameaça à soberania nacional e um atentado ao sistema democrático”. A disputa comercial entre os dois países se arrasta há meses. O Equador justificava a cobrança das taxas alegando que a Colômbia não adotava medidas suficientes para conter o tráfico de drogas na fronteira comum de 586 quilômetros. Petro rejeitou as acusações e criticou repetidamente a posição do governo equatoriano.

Presidente Gustavo Petro, durante a votação nas eleições das presidenciais (Foto: Reprodução/ @petrogustavo)

O embate diplomático ocorre em um momento delicado para a Bogotá. A eleição acontece em meio à pior onda de violência registrada no país na última década. Até a última atualização desta reportagem 95% das urnas haviam sido apuradas. O candidato de ultradireita, Espriella, recebeu 43,6% dos votos, enquanto Iván Cepeda, apoiado por Petro, conquistou 41,1%. Os dois seguem para o segundo turno que será no dia 21 de junho.

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