Pelo menos 20 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após um ataque com explosivos na Rodovia Pan-Americana, no departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia, no sábado (25), em um episódio que intensifica a sequência recente de ações violentas no país.
As Forças Armadas atribuíram o atentado a dissidentes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), sob o comando de “Iván Mordisco”. Segundo o comandante Hugo Alejandro López Barreto, “durante esses dois dias, nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca, ocorreram 26 ataques terroristas que afetaram nossa população civil”.
De acordo com o militar, a ofensiva é uma reação à atuação do governo contra esses grupos. “Diante dessa ofensiva, esses criminosos estão recorrendo ao terrorismo e à prática de crimes contra a humanidade em uma tentativa desesperada de aliviar a pressão”, afirmou.
Leia mais: Vídeo: Explosão mata 14 pessoas e deixa dezenas de feridos na Colômbia a semanas da eleição
Leia mais: ‘Lobo solitário’: Ataque a tiros marca jantar com Trump
Leia mais: Casa Branca diz que atirador queria matar Trump e autoridades nos EUA
Leia mais: Atirador em jantar com Trump será indiciado após ataque em Washington
O ataque em Cajibío foi um dos mais graves dentro dessa sequência. O presidente Gustavo Petro reagiu publicamente e responsabilizou os autores. “Aqueles que atacaram e mataram sete civis e feriram outros 17 são terroristas, fascistas e narcotraficantes”, declarou. Ele também pediu “a máxima punição internacional desse grupo narcoterrorista”.
Ainda, o governador de Cauca relatou novos episódios em municípios como El Tambo, Caloto e Popayán, e fez um apelo por reforço “urgente” na segurança e afirmou que a região enfrenta uma escalada do terrorismo.
Diante do avanço da violência, o governo anunciou o envio de tropas adicionais, com mais de 13 pelotões de cavalaria blindada, 12 de infantaria e reforço policial, além de recompensa de até um bilhão de pesos por informações.
Escalada acontece às vésperas das eleições presidenciais na Colômbia
A onda de ataques ocorre às vésperas das eleições presidenciais de 31 de maio, elevando a tensão no país. A candidata Paloma Valencia criticou a resposta oficial. “O governo não pode continuar minimizando a violência”, afirmou.
O governo brasileiro condenou o atentado e declarou, em nota, “solidariedade às famílias das vítimas e ao povo e governo colombianos”. Também reforçou apoio a iniciativas por um processo eleitoral seguro.


