sexta-feira, maio 1, 2026

Congestionamento cresce em dezembro e atinge pior índice em 5 anos em São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Todos os dias pela manhã, a vendedora Luíza Dutra, 48, costuma cruzar da região do Jardim Ângela, na zona sul paulistana, até a Bela Vista, no centro, onde a família tem um comércio. Normalmente ela usa transporte público para ir ao trabalho, mas como tinham um compromisso na semana passada, pegou carona de carro com o marido. Levaram quase duas horas para fazer o trajeto.

“De ônibus acho que teria chegado uma meia hora antes”, afirma.

Quem trafega pelas ruas e avenidas de São Paulo tem sofrido mais neste mês na comparação com dezembro dos outros anos.

Conforme dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), houve aumento de 7,2% na lentidão média dos primeiros 15 dias de dezembro deste ano, comparado com o mesmo período de 2024.

Essa média da primeira quinzena (apenas dias úteis) chegou a 515 km de congestionamentos contra cerca de 478 km do ano passado.

Para efeito de comparação, a frota de veículos registrada na cidade em novembro (último mês divulgado) era apenas 2% maior que a do mesmo mês em 2024.

Quando considerados apenas os dias que antecedem o Natal, o índice de lentidão já se aproxima dos 570 km registrados em 2019, ou seja, antes da pandemia -os congestionamentos voltaram a crescer a partir de 2021.

Por 15 vezes em dezembro foram registrados mais de 1.000 km de lentidão entre os horários de 16h30 a 20h30.

Uma paralisação de motoristas de ônibus no último dia 9 ajudou a inflar as estatísticas, quando a CET computou 1.486 km de trânsito engarrafado às 19h.

A marca foi a maior do ano e se aproximou do recorde de 9 de agosto de 2024, quando foram registrados 1.510 km de vias congestionadas na capital.

A sequência de estatísticas de ruas e avenidas cada vez mais cheias de veículos parados é uma tendência, conforme o consultor em mobilidade urbana e professor do Insper, Sérgio Avelleda.

“Temos observado os índices de engarrafamento piorando, justamente porque há aumento no uso do transporte individual”, afirma o especialista, citando dados da Pesquisa Origem e Destino do Metrô, publicada no início do ano.

Segundo o estudo divulgado em fevereiro, pela primeira vez o deslocamento com uso de transporte individual superou o coletivo na Grande São Paulo -os dados incluem carros de aplicativo, táxis e motocicletas.

“A maneira de reverter esse índice é desestimular a utilização do automóvel e estimular transporte público e mobilidade ativa (bicicleta e deslocamentos a pé)”, afirma Avelleda. “Qualquer solução que ofereça viaduto, ponte ou túnel para automóvel implica no estímulo (ao trânsito).”

Em nota, a CET afirma ter montado uma operação especial de trânsito nas regiões do Brás e da rua 25 de Março, locais de comércio popular, durante os meses de novembro e dezembro, em razão do período de compras de Natal.

“O aumento de pedestres nessas áreas pode causar bloqueios momentâneos nas vias”, explica a companhia, alertando para um componente a mais que pode influenciar nos engarrafamentos.

“As equipes da companhia monitoram as principais vias das regiões para garantir a segurança dos pedestres e a fluidez do trânsito, além de agilizar a remoção de interferências, orientar travessias e operar semáforos”, diz trecho da nota.

Os agentes de trânsito atuam de forma intensiva nos centros comerciais de outros bairros, afirma, como São Miguel Paulista e Penha, na zona leste, e no Piqueri, na zona norte.

“Igualmente, por causa dos eventos típicos dessa época, as imediações da avenida Paulista, parque Ibirapuera e parque Villa Lobos também são alvo de operação especial de trânsito”, diz, sobre locais com decorações especiais de Natal.

Em dezembro, afirma a empresa estatal, apesar do aumento da circulação em função das compras de fim de ano nestes dias, as médias de lentidão tendem a cair nos períodos da manhã e da tarde.

“Isso ocorre devido à diminuição das viagens típicas do dia a dia, influenciada pelas férias escolares e corporativas”, diz.

Por unanimidade, os ministros reconheceram que a mulher em situação de violência tem direito a um benefício previdenciário ou assistencial, conforme o vínculo com a seguridade social

Agência Brasil | 08:20 – 18/12/2025

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