Um equipamento utilizado pela segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) para neutralizar drones chamou a atenção nesta terça-feira (15), durante a sessão histórica da Corte que analisa a abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Com visual futurista, o dispositivo conta com antenas direcionais integradas, painel de controle, sistema de áudio e sensor óptico. A tecnologia identifica drones por meio de ondas de rádio e, ao localizar uma aeronave suspeita, interfere na comunicação entre o equipamento e o controlador.
Como funciona a “arma”
Diferentemente de uma arma convencional, o aparelho não dispara projéteis nem utiliza raios laser. O sistema envia um sinal capaz de interromper a conexão original e assumir o controle do drone.
Após a interceptação, o operador passa a comandar a aeronave remotamente, podendo direcioná-la para um pouso seguro ou determinar seu retorno automático ao local de decolagem. Esse recurso também ajuda as equipes de segurança a identificar quem está operando o equipamento.
Dispositivo já é utilizado no Brasil
O dispositivo tem alcance superior a um quilômetro, o que permite interceptar drones a longa distância. Um dos modelos mais conhecidos é o DroneGun Tactical, fabricado na Austrália.
O equipamento pesa cerca de 7 quilos, tem formato semelhante ao de um rifle e exige operação com as duas mãos. O custo de cada unidade gira em torno de R$ 700 mil.
Atualmente, tecnologias desse tipo são utilizadas em operações de segurança e em presídios de São Paulo para impedir que drones transportem celulares, drogas e outros materiais ilícitos para dentro das unidades prisionais.

