O Consepa (Conselho Estadual de Pastores Evangélicos) de Mato Grosso do Sul realizou, na manhã deste sábado (11), uma nova eleição para definir a presidência da instituição, mas o resultado terminou em confusão.
Essa é a segunda assembleia convocada para fins de eleição antes da data prevista, que seria em dezembro deste ano.
De acordo com informações apuradas no local da assembleia, desta vez foi convocada uma assembleia eleitoral, com quórum mínimo de um quinto dos membros do Conselho, para decidir quem deveria presidir a entidade em razão das acusações de improbidade contra o então presidente, Wilton Melo Acosta.
Porém, após os resultados da eleição, o pastor Wilton se recusou a aceitar o resultado, e o seu filho, que não teve o nome divulgado, teria empurrado uma pessoa durante a assembleia, dando início a uma confusão. Uma equipe da GCM ( Guarda Civil Metropolitana) foi chamada ao local, assim como uma equipe da Polícia Civil. Os agentes da CGM permaneceram no local até a situação ser apaziguada.
Após a assembleia, o novo nome eleito para presidir o Conselho foi o do pastor Roger Reggiori dos Santos.
Acusações
O pastor Wilton foi acusado de ter agido em favor próprio durante a organização da Marcha para Jesus, ao ter contratado empresas prestadoras de serviços supostamente ligadas ao seu nome. Os denunciantes do caso foram cinco pastores membros do Conselho, sendo estes: Carlos José Storki de Deus, Ivan de Souza, Daniel Souza Brito, Ellen Barbosa Lopes de Melo e Dirceu Mathias de Oliveira Junior.
Entre as acusações realizadas contra o pastor estão delegação de funções do Conselho para terceiros não membros, ofensas e xingamentos contra membros e, a principal denúncia, não prestação de contas das receitas obtidas durante eventos do Consepa.
Em entrevistas anteriores concedidas à redação do TopMídiaNews, Wilson Acosta afirmou que as acusações não passavam de uma trama contra ele, e que o Conselho de Ética do Consepa-MS não teria caráter deliberativo para pedir o seu afastamento.
Sobre lucro com a Marcha para Jesus, Wilton negou e garantiu que não recebe nada porque a Fundac faz contratação direta com os artistas. No entanto, admitiu que ”algumas” empresas fazem agenciamento de artistas, negando que ele ou qualquer parente tenham firma que faça esse tipo de serviço.
Durante nova entrevista, Wilson afirmou que a eleição realizada neste sábado não deve ser validada, uma vez que a sua gestão deveria seguir até dezembro de 2026, e não houve nenhuma decisão judicial em favor de seu afastamento.


