domingo, novembro 1, 2026

Defesa de Bolsonaro se reúne com Moraes em apelo por manutenção da domiciliar do ex-presidente

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O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou nas redes sociais que Moraes ouviu “com muita urbanidade” os argumentos sobre o estado de saúde do ex-presidente e as explicações a respeito da arma de Bolsonaro, apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz, no dia 15 de junho.

“Tenho que os argumentos trazidos, sobre ambos os tópicos a serem apreciados, são relevantes e encontram-se com fundamentos bastantes para a manutenção do regime domiciliar”, escreveu o advogado.

Passados os 90 dias da prisão domiciliar, familiares e aliados do ex-presidente dizem esperar a prorrogação. Como mostrou a Folha, Moraes estava inicialmente disposto a renovar o prazo, mas a apreensão da arma acendeu um alerta no ministro.

Em despacho assinado na semana passada, Moraes disse que o episódio da arma pode ensejar “a cessação da prisão domiciliar”. A PGR (Procuradoria-Geral da República), entretanto, disse não ver, até aqui, uma falta disciplinar e falou em aguardar o desenrolar das investigações da Polícia Civil do DF.

A versão da defesa de Bolsonaro é de que o percussor da arma foi removido pela equipe de segurança do ex-presidente sem ele saber, para evitar acidentes. Ao notar a falha, ele teria ordenado ao segurança que levasse a pistola para o conserto.

Interlocutores do ex-presidente dizem acreditar que a disposição de Moraes seria a de encerrar a prisão domiciliar, mas que a posição da PGR pode fazer diferença. Além disso, outros ministros do STF preferem que Bolsonaro seja mantido em casa.

Bolsonaristas afirmam que a volta de Bolsonaro para a unidade conhecida como Papudinha daria a Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, uma plataforma eleitoral mais robusta em torno de uma suposta perseguição ao pai, além de gerar turbulência política e colocar a vida do ex-presidente em risco.

Por outro lado, quem esteve com Bolsonaro ao longo dos 90 dias afirma que sua saúde teve melhora, com crises de soluço menos frequentes, mas ressalta que seu estado ainda é frágil e poderia não suportar uma nova prisão. Esses interlocutores falam ainda em isolamento político do ex-presidente.

O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão, por liderar uma tentativa de golpe de Estado no país. Ele cumpre pena em casa desde 27 de março, quando teve alta de um período de internação hospitalar para tratar um quadro de broncopneumonia.

Leia Também: PL pagou R$ 600 mil a ONG que recebeu emendas de bolsonarista para fazer filme

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