domingo, novembro 1, 2026

Delcy troca todo o comando militar da Venezuela após demitir ministro da Defesa

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A troca representa mais uma das mudanças em curso desde a captura de Nicolás Maduro na operação militar dos Estados Unidos, em 3 de janeiro. Desde então, Delcy vem removendo figuras de confiança do ditador, incluindo militares, pilar do chavismo.

Delcy indicou novos nomes para os oito cargos que compõe a cúpula. Os indicador terão “firme compromisso e lealdade patriótica de garantir a soberania, a paz, a estabilidade e a integridade territorial”, escreveu a líder interina em suas redes sociais.

A saída de Padrino, que era próximo de Maduro, era de certa forma esperada já que sua permanência no cargo era vista como uma forma de garantir a estabilidade. Ele foi substituído pelo major-general Gustavo González López.

Ex-chefe do serviço de inteligência, o Sebin, González López foi nomeado como comandante da Guarda Presidencial logo após a captura de Maduro. Na época, a decisão foi interpretada como uma manobra para neutralizar a influência do ministro do Interior, Diosdado Cabello, que representa hoje a maior ameaça a Delcy dentro do regime.

González López formou-se na Academia Militar em 1982. Depois, comandou a 5ª Divisão de Infantaria da Selva e a Milícia Bolivariana, uma força paramilitar criada para controlar dissidentes. Ele começou a trabalhar com Delcy como chefe de assuntos estratégicos da estatal petrolífera PDVSA, cargo que ela anteriormente supervisionava como ministra da Energia.

Desde a captura de Maduro, a Venezuela passou por transformações até então impensáveis. Sob pressão de Washington, Delcy anunciou mudanças na economia, extingiu programas sociais do chavismo e indicou nomes de confiança para o alto escalão.

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, há um movimento de afastamento e apagamento da figura de Maduro por parte do atual regime. Delcy promoveu uma reforma da lei de hidrocarbonetos para abrir o setor de petróleo a empresas estrangeiras, assim como uma lei de anistia para os presos políticos.

Ainda assim, a Organização das Nações Unidas denunciou na semana passada que o aparato repressivo da Venezuela permanece intacto. O regime sempre negou violações dos direitos humanos contra a sociedade civil e a oposição política, bem como as acusações de corrupção dentro das Forças Armadas.

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