Na última semana, Campo Grande registrou dois casos de abuso sexual cometidos por motoristas de aplicativo durante corridas. Mas você sabe o que fazer para denunciar esses e outros casos?
Conforme apurado pela reportagem, as vítimas podem acionar a Polícia Militar da cidade por meio do 190 para relatar o fato e, em casos extremos, fazer com que o condutor seja detido em flagrante. Mas também pode ir direto até uma delegacia, passando os detalhes a respeito do motorista, aplicativo e da corrida para registrar o caso de acordo com o ocorrido.
Além disso, os passageiros também podem reportar os problemas direto dentro do aplicativo, que disponibiliza botões de emergência que ajudam com o acionamento da Polícia Militar e gravam áudios da viagem como prova, se necessário.
Caso o problema seja com um condutor do aplicativo Uber, os usuários podem denunciar indo em Atividade, selecionando a viagem específica e indo em Ajuda ou Informar problema de segurança. Com todos os dados encaminhados, a empresa fará a análise interna, podendo banir o motorista.
Se for na 99 Pop, precisa entrar no menu principal, acessar Minhas Viagens, selecionar a corrida e reportar o problema. Se necessário, utilize o telefone de suporte ou a Central de Segurança pelo número 0800-888-8999.
Já na plataforma inDrive acesse a Central de Segurança pelo menu do app, onde é possível registrar a ocorrência ou utilizar o chat de suporte.
Se qual for o problema ou o aplicativo, é necessário reunir provas a respeito para apresentar à polícia ou à central de atendimento de cada plataforma. Assim, o passageiro ficará seguro para reportar o ocorrido.
Casos
Na quarta-feira (20), um motorista foi preso no Bairro Nova Lima por se masturbar durante uma corrida que começou no Bairro Vilas Boas e, durante o percurso, de aproximadamente 15 minutos, a passageira percebeu que ele estava se masturbando enquanto dirigia.
O ato durou a corrida inteira. Diante da situação, ela acionou as autoridades e realizou uma denúncia. De posse das informações constantes no aplicativo de transporte, investigadores do GOI (Grupo de Operações e Investigações) realizaram checagens nos sistemas policiais, conseguindo identificar e qualificar o suspeito.
No dia seguinte, quinta-feira (21), outro suspeito teria assediado uma adolescente de 14 anos, durante uma corrida da escola para casa. Ela relatou que o motorista começou a realizar rotas diferentes da que seguia para a sua casa.
A jovem afirmou que, em determinado momento, o motorista passou a perguntar se ela havia visto o “caso do motorista que se masturbou” durante uma corrida de aplicativo. Com a situação, a jovem tirou o cinto e tentou sair do carro em movimento, mas as portas estavam trancadas.
Ao chegar em casa, a jovem relatou que havia sido assediada durante a corrida. O pai da jovem chamou a Polícia Militar, e o motorista foi encaminhado para a Deam (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher). O homem acusado afirmou que não havia assediado a jovem e ainda apresentou à polícia um vídeo em que estava registrado todo o trajeto realizado com a jovem, tendo inclusive os áudios da corrida.
Conforme registrado em boletim de ocorrência, nas imagens analisadas pela autoridade policial responsável pelo caso, não foram encontradas evidências dos fatos relatados pela jovem.
Ainda assim, os casos estão sendo investigados pelas autoridades policiais.

