Desembargador do TJMS negou habeas corpus ao ex-secretário de Obras, Rudi Fiorese e mais dois investigados na Operação Buraco Sem Fim, do Ministério Público. O magistrado destacou que ainda há riscos do ex-secretário interferir nas investigações.
A decisão foi do desembargador Zaloar Murat Martins de Souza, que negou o HC das defesas dos investigados. O magistrado destacou diversos pontos que pesaram na decisão contra Rudi, sobretudo que ele tinha papel de ‘’garantidor institucional’’ do esquema de corrupção.
Um dos pontos destacados pela defesa do ex-secretário é que ele já não ocupa cargo público. Porém, o relator da ação avaliou que a saída ou afastamento do cargo não elimina os riscos de prejuízo à investigação, apontados pelo MPE-MS quando do pedido de encarceramento.
As defesas dos investigados apontam flagrante ilegalidade nas prisões, por isso pediram liminar por habeas corpus, mas Zaloar Murat disse não ter constatado essas alegações.
”O paciente Rudi Fiorese, à época ocupante do cargo de Secretário Municipal da SISEP, exerceria o papel de garantidor institucional da empreitada delitiva, conferindo aparência de legalidade aos procedimentos administrativos mediante a validação de medições supostamente fraudulentas, além de determinar a célere liberação de empenhos e pagamentos relacionados aos contratos investigados”, disse o desembargador ao justificar a negativa de liminar.
Também tiveram decisões desfavoráveis Mehdi Talayeh, apontado como articulador técnico do esquema e Edivaldo Aquino Pereira, fiscal substituto dos contratos investigados. Tentamos contato com as defesas de dois investigados (Rudi e Mehdi), mas não houve retorno.

