domingo, novembro 1, 2026

Desembargador prorroga monitoramento com tornozeleira de vereador e empresários

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O desembargador da Seção Especial Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Jairo Roberto Quadros, prorrogou por mais três meses o monitoramento eletrônico de três investigados pelo Gaeco por corrupção no município de Terenos. 

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O vereador Arnaldo Glaglau e os empresários Rogério Luiz Ribeiro e Rinaldo Córdoba de Oliveira continuarão com tornozeleira, pelo menos até o dia 20 de agosto.  Eles são monitorados desde novembro do ano passado, quando o desembargador vem prorrogando a medida de três em três meses. 

 

O vereador de primeiro mandato, estava na lista dos 59 que foram alvos da operação. Os policiais estiveram na residência dele e na empresa, a AGPower Engenharia e Construções LTDA.

O Gaeco cumpriu 59 mandados de busca e 16 de prisão. Entre os presos, o prefeito de Terenos, Henrique Wancura Budke, que ganhou liberdade dias depois.

Segundo o Gaeco, a investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública instalada no município de Terenos/MS, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por um agente político, que atuava como principal articulador do esquema criminoso.

“A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames para beneficiar empresas participantes do esquema delituoso, mediante a elaboração de editais moldados e por meio de simulação de competição legítima, em contratos que, somente no último ano, ultrapassaram a casa dos R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais), diz parte da nota do Gaeco.

Segundo as investigações, o esquema também envolvia o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.

A polícia extraiu provas  de alguns telefones celulares apreendidos na Operação Velatus, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema.

“Spotless” – termo que dá nome à operação, é uma referência à necessidade de os processos de contratação por parte da Administração Pública serem realizados sem machas ou máculas.



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