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Detrans passam a exigir exame toxicológico para 1ª CNH de carros e motos

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UM partir desta segunda-feira (18), os Detrans de todo o país não poderão mais emitir a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B sem a apresentação do laudo negativo do exame toxicológico de larga janela de detecção, conforme previsto na legislação aprovada pelo Congresso Nacional no fim de 2025. A medida foi informada pelos órgãos competentes na última sexta-feira (15).

A medida está prevista no §10 do artigo 148-A do Código de Trânsito Brasileiro, introduzido pela Lei nº 15.153/2025. Dessa forma, todos aqueles que desejarem obter a CNH A ou B deverão realizar o exame toxicológico.

Há mais de dez anos, pesquisas demonstram a aprovação majoritária da sociedade em relação à exigência do exame toxicológico. Neste ano, estudo da IPSOS/IPEC, realizada em fevereiro a pedido da Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox), demonstra que 9 em cada 10 brasileiros apoiam a ampliação do exame toxicológico para novos condutores, reforçando o respaldo social à medida. A pesquisa aponta, ainda, que 7 em cada 10 brasileiros acreditam que o exame toxicológico contribui para redução da violência doméstica e auxilia no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado.

Exame toxicológico tem trajetória de impacto positivo na sociedade

A experiência acumulada ao longo dos últimos anos comprova o impacto positivo que o exame toxicológico para motoristas profissionais das categorias C, D e E. Apenas no primeiro ano de sua aplicação plena houve, segundo a PRF uma redução de 34% nos acidentes com caminhões e de 45% dos acidentes com ônibus em rodovias federais e a medida evitou, ainda, uma perda estimada de R$74 bilhões ao PIB, valor associado a afastamentos e sinistralidades envolvendo motoristas sob efeito de drogas.

A ampliação da testagem expressa a gravidade de um contexto alarmante entre jovens, pois os acidentes de trânsito seguem como uma das três principais causas de morte na faixa etária de 14 a 29 anos. Estudos internacionais, como o World Drug Report (UNODC), também apontam crescimento relevante no consumo de drogas sintéticas entre jovens – justamente o público que ingressa no trânsito ao buscar a primeira habilitação.

Com resultados sólidos e apoio social amplo, a extensão do exame para novos condutores fortalece a política de prevenção de acidentes, reduz a pressão sobre o sistema público de saúde e contribui para um trânsito mais seguro e humano. A ampliação do exame para candidatos à CNH A e B é um avanço essencial para um país que ainda é o terceiro do mundo em número de mortes no trânsito, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e que busca construir uma cultura permanente de segurança viária.

Leia Também: Corpus Christi é ponto facultativo, não feriado nacional; veja os direitos do trabalhador

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