A campanha do deputado estadual Lídio Lopes (Avante) declarou à Justiça Eleitoral R$ 148.951,50 em despesas, enquanto R$ 127 mil em dinheiro vivo foram apreendidos com o assessor parlamentar José Antônio Pires de Souza, conhecido como Zé Bocão, preso sob suspeita de compra de votos em Iguatemi (MS).
Os dados constam da prestação de contas apresentada pela campanha ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até 1º de outubro. O relatório registra R$ 88,7 mil em receitas financeiras e R$ 8 mil em recursos estimáveis em dinheiro, totalizando R$ 96,7 mil em receitas declaradas.
A diferença entre o dinheiro em espécie apreendido e o total de receitas financeiras declaradas pela campanha é de R$ 38,3 mil.
O relatório financeiro mostra que a maior despesa da campanha até o momento foi com atividades de militância e mobilização de rua. Foram declarados R$ 48.550,00 nessa categoria, distribuídos em 63 lançamentos, o equivalente a 32,59% do total gasto.
Na sequência aparecem locação ou cessão de bens móveis, com R$ 20.400,00 em três lançamentos, e publicidade por materiais impressos, com R$ 20 mil em quatro lançamentos. Cada uma dessas categorias representa cerca de 13,4% das despesas declaradas.
A campanha também informou R$ 20 mil gastos com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, em um único lançamento.
Despesas com pessoal somam R$ 18.500,00, distribuídas em seis lançamentos. Também foram declarados R$ 6.500,00 em publicidade por adesivos, R$ 6 mil com cessão ou locação de veículos e outros R$ 6 mil em serviços contábeis.
A prestação registra ainda R$ 3 mil em impulsionamento de conteúdos e R$ 1,50 em encargos financeiros, taxas bancárias e operações de cartão de crédito.
Receitas
Do total de R$ 88,7 mil em recursos financeiros declarados, R$ 40 mil são classificados como recursos próprios da campanha. Outros R$ 29,8 mil vieram de pessoas físicas, enquanto R$ 18,9 mil foram repassados pelo partido e identificados como recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
Além disso, foram registrados R$ 8 mil em recursos estimáveis em dinheiro, fazendo com que a receita total declarada chegasse a R$ 96.700.
O relatório mostra ainda que a campanha possui despesas contratadas superiores às receitas declaradas. No resultado financeiro apresentado à Justiça Eleitoral, consta uma dívida de campanha de R$ 71.298,50.
Dinheiro apreendido
A apreensão dos R$ 127 mil ocorreu durante a prisão de Zé Bocão, assessor parlamentar de Lídio Lopes, em Iguatemi. O caso é investigado como suspeita de compra de votos.
O dinheiro estava em espécie e, conforme informações do registro policial, parte das cédulas estava separada em papelotes identificados nominalmente, circunstância que passou a integrar os questionamentos sobre a possível destinação dos valores.
Pelas regras da Justiça Eleitoral, os recursos utilizados em campanha devem transitar pelas contas bancárias específicas da candidatura. O TSE também determina que os extratos bancários integrem a prestação de contas e sejam disponibilizados para consulta pública.
A legislação eleitoral prevê ainda que os gastos de campanha, salvo as hipóteses específicas de pequeno vulto, sejam realizados por meios como transferência bancária, débito, cartão de débito, cheque nominal ou Pix. Para pequenas despesas, é permitida a constituição de Fundo de Caixa, desde que os recursos tenham passado previamente pela conta bancária de campanha e sejam respeitado o limite estabelecido pela legislação.
A prestação de contas ainda será submetida à análise da Justiça Eleitoral.
O TopMídiaNews tentou contato com a defesa de Lídio Lopes e de José Antônio Pires de Souza, e o espaço segue aberto para manifestação.
FONTE: TOP MIDIA NEWS

