terça-feira, novembro 3, 2026

Direto do presídio, PCC auxiliava organização a comandar tráfico em MS e mais sete estados

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Após dois anos de investigações, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organização) cumpriu 35 mandados de prisão preventiva e outros 41 de busca e apreensão durante a Operação Blindagem, desencadeada na manhã desta sexta-feira (7). 

A operação foi realizada em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo, visando desmantelar organização criminosa armada, dedicada ao tráfico interestadual de entorpecentes, corrupção ativa e passiva, usura, comércio ilegal de armas e lavagem de capital. 

Os alvos, segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), é suspeito de possuir vínculo com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). 

As investigações apontam que a estrutura do grupo é comandada dentro dos presídios, contando com uma rede de colaboradores em Campo Grande, Aquidauana, Anastácio, Corumbá, Jardim, Sidrolândia, Ponta Porã e Bonito, além de integrantes nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

“As investigações, que duraram aproximadamente 25 meses, revelaram que a organização criminosa atuava em diversas frentes, enviando drogas para cidades do interior do Mato Grosso do Sul e para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Acre, Maranhão e Goiás, utilizando diferentes métodos”, aponta o Ministério Público.

Os suspeitos utilizavam caminhões preparados com fundo falso para esconder entorpecentes durante transporte de produtos lícitos do gênero alimentício. O grupo realizava remessas via Correios e também utilizava veículos de passeio e utilitários, como vans, para levar as drogas.

O nome da operação – Blindagem – faz alusão ao fato de que integrantes da organização criminosa, em razão da prática de corrupção de servidores, recebiam proteção durante o cumprimento de suas penas, garantindo, com isso, a permanência em unidades prisionais de menor rigidez no aspecto de segurança e também a transferência de internos que consideravam inimigos. 

Além disso, recebiam informações privilegiadas sobre movimentação de presos e dados de acesso restrito em bancos de dados públicos.
 

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