Prefeitura de Campo Grande reconheceu dívida de quase R$ 130 mil com uma empresa que presta serviço de transporte escolar. As licitações reduzidas deixam o atendimento às crianças sob risco.
A comprovação veio por meio de publicação no Diário Oficial pela própria gestão Adriane Lopes. Foi dito que são devidos R$ 129.766,00 à empresa Naf Transportes LTDA. O débito surgiu de parecer conclusivo de um processo de sindicância, que tem como parte a Secretaria Municipal de Educação.
O extrato de reconhecimento da dívida foi assinado pelo secretário de Educação, Lucas Henrique Bitencourt de Souza, e pelo representante da empresa citada, Nylton Amado Fernandes.
Sob risco
O contexto da prestação do serviço na Capital é questionável. São poucas as licitações realizadas pelo município e o número de empresas prestadoras de serviço igualmente é reduzido. Sendo assim, o município fica restrito a poucas fornecedoras, necessitando de aditivos sequenciais, o que denota falta de planejamento a médio e longo prazo para o serviço.
Reclamações
A falta de pagamento já implicou em suspensão dos serviços aos alunos que estudam na zona rural de Campo Grande. É o que mostrou o TopMídiaNews, em reportagem de 15 de abril deste ano. Uma das mães de estudantes que moram na região da MS-040 e frequentam a Escola Municipal Estevão Arnaldo de Figueiredo disse que eles ficaram sem ir à escola em uma terça-feira (14) e no dia seguinte (15), isso no mês de abril.
”As crianças estão sem ir à escola porque a prefeitura não fez o pagamento do pessoal que faz a linha. Não foram ontem e hoje, porque até agora não foi pago”, relatou uma denunciante.
Outro responsável afirma que o problema não é recente e tem se repetido, prejudicando diretamente o aprendizado dos alunos.
”Não é a primeira vez que isso acontece. Estão tirando o direito das nossas crianças de ir e vir”, lamentou a fonte.
Uma segunda denúncia aponta situação semelhante envolvendo estudantes da chamada Escola Agrícola. Segundo o relato, o transporte feito por kombis que buscam alunos em fazendas da região foi interrompido ainda na semana passada.
”O motorista mandou um áudio dizendo que a empresa não o autorizou a buscar os alunos porque ainda não recebeu pagamento. Meus filhos e outras crianças estão perdendo aula”, afirmou um dos pais.
Sem o transporte, muitas famílias não têm alternativa para levar os filhos até a escola, devido à distância e às dificuldades de acesso na zona rural.
Entramos em contato com a prefeitura de Campo Grande. O espaço segue aberto.

