A Netflix lançou nesta quarta-feira (12) o documentário “Caso Eloá: Refém ao Vivo”, que revisita um dos crimes de cárcere privado e feminicídio mais marcantes do país. A produção traz depoimentos inéditos dos pais e irmãos de Eloá Pimentel, além de jornalistas, investigadores e amigos da vítima.

O filme remonta o sequestro que comoveu o Brasil em outubro de 2008, quando Eloá, de apenas 15 anos, foi feita refém e assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves. A adolescente permaneceu em cárcere por mais de 100 horas em um apartamento em Santo André (SP).
O caso ficou marcado pela ampla cobertura ao vivo das emissoras de TV, que transmitiram as negociações entre Lindemberg e a polícia, além de uma entrevista concedida pelo próprio criminoso durante o sequestro, episódio que gerou intensa repercussão e críticas à condução da imprensa.
Após quatro dias de tensão, Eloá foi baleada durante a invasão policial ao apartamento. Ela chegou a ser socorrida, mas teve morte cerebral em decorrência dos ferimentos.
O documentário utiliza imagens de arquivo, entrevistas inéditas e trechos do diário da vítima, revelando novos detalhes sobre um dos crimes mais lembrados e discutidos da história recente do Brasil.
A amiga Nayara, que também foi feita refém por Lindemberg, é uma das figuras mais conhecidas do caso, mas optou por não participar das gravações.

